Dilmar anuncia que deixará liderança do governo na ALMT após mais de sete anos

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) confirmou nesta quarta-feira (4) que deixará a função de líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) até o dia 31 de março. A decisão marca o fim de um período de 7 anos e 3 meses em que o parlamentar atuou como principal articulador do Executivo estadual dentro do Parlamento.
Em tom de balanço sobre sua trajetória na função, Dilmar afirmou que encerra o ciclo com a sensação de dever cumprido. Segundo ele, a decisão também acompanha o encerramento do atual mandato do governador Mauro Mendes, que o convidou pessoalmente para assumir a liderança do governo no Legislativo.
“Cumpri a minha missão. Eu fui convidado pelo governador Mauro Mendes para ser líder dele na Assembleia Legislativa e ele está entregando o mandato agora, parece que está programado para o dia 30, 31 de março, agora entregar, eu vou entregar também”.
Com a possibilidade de o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumir o comando do Estado, caberá ao novo chefe do Executivo definir quem ocupará a liderança do governo na Assembleia. Dilmar afirmou que não foi oficialmente consultado sobre a escolha, mas sugeriu que o futuro governador opte por um deputado do próprio partido.
“Eu não fui consultado, eu acho que tem vários nomes bons ali na Assembleia. Eu falei para o governador Otaviano que acho que ele deveria chamar alguém do próprio partido”.
Atualmente, o Republicanos conta com três representantes na Assembleia Legislativa: Diego Guimarães, que é vice-líder da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Ondanir Bortolini, o Nininho, e Valmir Moretto. Outro nome citado por Dilmar como possível opção é o deputado Carlos Avallone (PSDB), embora a decisão final dependa exclusivamente do novo governador.
“Cabe ao novo governador Otaviano Pivetta fazer a sua escolha. O cargo é de quem está no governo, quem é o governador que escolhe o líder para representar na Assembleia Legislativa”.
Ao comentar sua relação com Mauro Mendes durante o período em que esteve na liderança, Dilmar destacou que o diálogo sempre foi positivo e sem conflitos ao longo da tramitação dos projetos do Executivo.
“Eu tenho que agradecer, porque nunca houve nenhum imbróglio entre eu e ele, sempre mantivemos aí um relacionamento muito bom, eu articulando os projetos de lei do governo dentro do Parlamento Estadual. Eu acho que eu cumpri meu papel nesses 7 anos e três meses ajudando o Governo do Estado. Todo mundo percebeu minha lealdade. Eu fui muito leal e sempre serei leal ao governo”.
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