Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
'NÃO É FÓRMULA MÁGICA'

Diretor da FIA explica sistema de auxílio para motores na F1 2026

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A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) analisará, após o GP do Canadá em 24 de maio, quais fabricantes de motores na F1 estão aptas a serem auxiliadas pelo ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities, ou Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização). Diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis esclareceu que a ferramenta consiste em condições especiais para algumas montadoras, e não uma carta técnica.

- É importante deixar claro que o ADUO não é uma espécie de mecanismo de equilíbrio de performance, uma equipe ou fabricante não via, de repente, aumentar o fluxo de combustível ou adicionar mais ou menos lastro. Isso é, na verdade, um mecanismo que afrouxe o teto de gastos, no qual uma fornecedora de unidade de potências que se encaixem nos critérios do ADUO durante o período de análise recebe uma oportunidade de desenvolver seu motor através de um reajuste para baixo - declarou o diretor, acrescentando:

- Isso não significa subestimar o seu valor, mas um fabricante ainda precisará construir o melhor motor para vencer. Não é uma fórmula mágica, ou como se a FIA estivesse dando pontos de graça para quem está atrás. Isso simplesmente fornece a eles margem de manobra para desenvolver sua unidade de potência dentro do quadro estabelecido pelo Regulamento Técnico.

O ADUO foi criado para ajudar montadoras com problemas e manter o equilíbrio na disputa entre os motores na F1, sobretudo no contexto da introdução de um novo regulamento técnico. Por meio dele, equipes que estejam 2% ou mais aquém da melhor fabricante poderão receber permissões excepcionais para mais testes e atualizações extra, além de um reajuste no teto de gastos.

A primeira fase do ADUO seria executada após o GP de Miami, até então a sexta corrida de 2026. No entanto, a data mudou considerando o fato dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita, válidos inicialmente como a quarta e quinta etapas do Mundial, não terem sido realizados em abril.

O ADUO é implementado com base em um índice de performance do motor a combustão, a parte da unidade de potência que ainda funciona com combustível. Esse índice é calculado considerando o torque do eixo de entrada, rotação do motor, potência do MGU-K e um fator de ponderação para levar em conta a sensibilidade da potência no tempo de volta nas voltas medidas.

Marcas que chegarem a 10% ou mais de disparidade com relação à melhor unidade de potência podem ter até 230 horas extra de testes, uma flexibilização de 11 milhões de dólares (R$ 54,9 milhões) no teto de gastos e, no caso das piores fabricantes, a possibilidade de antecipar 8 milhões de dólares (R$ 39,9 milhões) do teto orçamentário futuro.

As equipes poderão executar os benefícios a que tiverem direito o quanto antes da corrida seguinte - no caso deste primeiro período. As atualizações podem ser feitas no motor a combustão, no sistema exaustor, no turbo, válvula de escape, componentes elétricos e sensores, o MGU-K (o motor elétrico, que recupera energia das freadas) e, por fim, em todo o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) e de arrefecimento. Estão incluídos também a central eletrônica, fluídos, lastros e dispositivos hidráulicos.

A FIA aumentou a faixa do índice de disparidade dos motores para além de 10% de déficit, ampliando esse pacote de auxílios. A mudança sugere que há montadoras cuja unidade está muito abaixo em comparação com a líder Mercedes; segundo a imprensa internacional, a marca em pior situação seria a Honda, fornecedora da Aston Martin.

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