Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Honda detalha mudanças em motor da Aston Martin para o GP da Holanda

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Penúltima colocada no Mundial de Construtores da F1 2026, a Aston Martin deve ganhar um novo motor no GP da Holanda, primeira etapa após as férias de verão. Fornecedora da equipe, a Honda pretende estrear a unidade de potência que foi testada durante o intervalo do campeonato no Circuito de Hungaroring.

O gerente geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, detalhou quais foram as modificações feitas pela montadora japonesa na unidade:

- Nosso foco é melhorar o desempenho do motor para tornar a combustão mais rápida. É meio que um segredo, mas posso revelar um pouquinho: alteramos a câmara livre para acelerar a combustão e também modificamos o formato do pistão para obter uma boa combustão. Além disso, modificamos parte do sistema de lubrificação para reduzir o atrito; por isso, assumimos um risco bastante grande para melhorar o desempenho do motor. Não posso revelar os números, mas atingimos nossa meta interna e estou confiante no que a equipe da fábrica em Sakura conseguiu para o motor da especificação 2. Estamos muito animados. Vamos levar o motor para a Holanda e veremos onde estamos.

A fabricante conta, neste ano e na próxima temporada, com algumas permissões especiais para realizar ajustes em seu motor - isso graças ao ADUO, o sistema de benefícios criado pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA) para ajudar fabricantes em déficit. Os resultados oficiais da primeira avaliação do ADUO não foram oficialmente divulgados pela entidade.

Entretanto, rumores apontam que o motor a combustão da Ford, fornecedora da Red Bull, foi considerado o melhor do grid - e a Honda estaria 4% deficitária em relação à americana, permitindo duas atualizações ainda em 2026 e outras duas no próximo ano. A previsão é que a segunda análise do ADUO seja oficializada no retorno das férias de verão.

A Honda, que fez cerca de 16 modificações em seu carro pouco antes do intervalo da temporada, já havia testado a nova unidade de potência em um dia de filmagens na Hungria. Na ocasião, o time já projetava levar o motor para o Circuito de Zandvoort, na prova marcada para 23 de agosto; Jak Crawford guiou o carro do time inglês na pista húngara.

A unidade de potência japonesa mostrou-se deficitária desde o começo do ano: com pouca quilometragem no decorrer do shakedown e dos testes de pré-temporada, as sucessivas quebras forçaram o time a finalizar sua participação nas sessões do Bahrein antes do previsto.

Um dos maiores problemas, além da confiabilidade, eram as vibrações geradas no motor de combustão interna: além de minar o desempenho do AMR26, carro deste ano da equipe, as vibrações colocaram em risco a saúde e bem-estar dos pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll - conforme o chefe Adrian Newey relatou.

O grande número de ajustes feitos no carro para o GP da Hungria ajudou a equipe a ganhar algumas posições no grid, embora ainda tenha ficado fora do top 10, sem pontuar. Além disso, Fernando Alonso fez o 16º tempo na classificação de sábado, sendo este o melhor resultado do time até aqui.

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