Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
CRISE NO SAMU

Diretor do Ministério da Saúde debate demissões e falhas no Samu

debate samu

O diretor do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, participou nesta terça-feira (28) de debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso sobre a crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no estado, marcada pela demissão de 56 profissionais na Baixada Cuiabana e pelo risco de desativação de unidades.

A reunião, realizada pela Comissão de Saúde, reuniu representantes do governo estadual e servidores, em meio à pressão por soluções para evitar prejuízos no atendimento em Cuiabá, Várzea Grande e região.

Durante o encontro, Figueira apontou que a cobertura do Samu em Mato Grosso é de cerca de 58%, abaixo da média nacional de 90%, e anunciou o envio de aproximadamente 52 novas ambulâncias ao estado.

“É uma política estruturante da saúde pública, que precisa de estabilidade e compromisso permanente”, afirmou.

O presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos), disse que houve interpretação equivocada sobre um possível encerramento do serviço.

“Foi entendido de forma errada o fechamento do Samu. Isso não é a realidade”, declarou.

Russi também cobrou a ampliação dos repasses federais, apontando dificuldades financeiras dos municípios para manter e expandir o atendimento.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o Estado já destinou R$ 400 milhões ao SUS e garantiu que há compromisso em manter o funcionamento do serviço. Ele informou que deve se reunir com os profissionais ainda nesta semana para avaliar o cenário após as demissões, sem descartar revisão de contratos.

Já o deputado Dr. João (MDB) criticou possíveis mudanças no modelo atual do Samu. O deputado licenciado Lúdio Cabral (PT) apontou falhas estruturais, com base em auditoria recente do Ministério da Saúde.

Segundo Cabral, há problemas como ausência de espaço exclusivo para regulação médica, falta de coordenação presencial e risco à confidencialidade de informações. Ele também alertou que ambulâncias estão paradas por falta de equipes após as demissões.

“Há apontamentos de que o Corpo de Bombeiros vem assumindo atribuições do Samu, o que pode configurar substituição indevida”, afirmou.

Apesar das divergências, o debate evidenciou a necessidade de reestruturação do sistema para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento à população.

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