Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Em marco histórico, Papa Leão XIV torna-se o primeiro pontífice a votar em eleições nos EUA

Em um acontecimento inédito na história da Igreja Católica, o Papa Leão XIV exerceu seu direito civil e votou por correspondência nas eleições de meio de mandato (midterms) dos Estados Unidos. A confirmação foi realizada pela Sala de Imprensa da Santa Sé e pelo Vatican News. Com o ato, Leão XIV consolida-se como o primeiro […]

Em um acontecimento inédito na história da Igreja Católica, o Papa Leão XIV exerceu seu direito civil e votou por correspondência nas eleições de meio de mandato (midterms) dos Estados Unidos. A confirmação foi realizada pela Sala de Imprensa da Santa Sé e pelo Vatican News.

Com o ato, Leão XIV consolida-se como o primeiro bispo de Roma e chefe de Estado do Vaticano a participar diretamente de uma eleição democrática secular.

Voto pelo correio e cidadania americana

Nascido em Chicago, no estado de Illinois, o pontífice manteve sua cidadania norte-americana e está registrado como eleitor no condado de Will. A legislação federal dos Estados Unidos garante a cidadãos residentes no exterior o direito de solicitar e enviar suas cédulas eleitorais pelo correio (mail-in ballot).

De acordo com o porta-voz do Vaticano, a decisão reflete a convicção pessoal do pontífice de que a participação cívica em eleições é um direito e um dever de todo cidadão para a promoção do bem comum.

Contexto do pleito e histórico eleitoral

  • Eleições de meio de mandato: A votação define o controle das duas casas do Congresso norte-americano (Câmara dos Representantes e Senado), além de governos estaduais e disputas locais em Illinois.

  • Sigilo do voto: O registro oficial confirma apenas a participação e o envio da cédula com antecedência, mantendo em sigilo as escolhas partidárias e os candidatos assinalados pelo pontífice.

  • Tradição de participação: Registros civis indicam que, antes de sua eleição ao papado, Leão XIV já participava regularmente dos processos eleitorais norte-americanos ao longo das últimas décadas.

A decisão quebra um costume histórico de distanciamento direto de líderes papais em relação a urnas civis de suas nações de origem, marcando a relação do atual pontífice com a cidadania ativa e os regimes democráticos. Para acompanhar a repercussão completa e os detalhes oficiais divulgados pela imprensa, confira a cobertura no portal do UOL Notícias.

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