Flávio Bolsonaro reúne-se com Donald Trump na Casa Branca e pede classificação de fações criminosas brasileiras como terroristas
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington. Durante o encontro de uma hora e quarenta minutos, o parlamentar brasileiro — que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República — solicitou formalmente que o governo norte-americano designe o Primeiro Comando […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington. Durante o encontro de uma hora e quarenta minutos, o parlamentar brasileiro — que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República — solicitou formalmente que o governo norte-americano designe o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, além de traçar um forte contraponto diplomático em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Bastidores do encontro em Washington
A reunião ocorreu na tarde desta quinta-feira, entre as 15h00 e as 16h40, após a recente chegada do senador aos Estados Unidos, onde já se havia encontrado previamente com o seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, na Flórida. Na ocasião, o governo norte-americano também informou que concederá vistos a Flávio e à sua família.
Em declaração à imprensa após deixar a sede do executivo norte-americano, Flávio Bolsonaro leu uma nota oficial e fez questão de frisar que a audiência ocorreu por convite direto de Donald Trump, sem a intermediação de empresários. O senador classificou o episódio como um facto inédito na história política do Brasil: a receção de um pré-candidato à Presidência na Sala Oval em pleno ano eleitoral.
Segundo o parlamentar, o gesto demonstra o prestígio do Brasil e o reconhecimento, por parte de Washington, de uma “alternativa séria, sólida e confiável” ao atual governo brasileiro. Mesmo com a agenda focada em temas globais críticos — como negociações de paz envolvendo o Irão e questões relativas a Cuba —, Trump dedicou tempo à comitiva brasileira.
Segurança pública e combate ao crime organizado
O ponto central da pauta apresentada por Flávio Bolsonaro à Casa Branca foi o combate ao crime organizado transnacional. O senador pediu enfaticamente que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras o mais rapidamente possível.
Para justificar o pedido, o parlamentar apresentou dados sobre o domínio territorial dessas fações no Brasil:
- Domínio populacional: Segundo Flávio, um em cada quatro brasileiros vive atualmente em áreas controladas por fações criminosas.
- Estado paralelo: O senador destacou que estes grupos impõem as suas próprias leis, códigos de conduta e uma justiça paralela mediante o uso da força, executando aqueles que ousam resistir.
- Cooperação internacional: O objetivo, caso chegue ao poder a partir de janeiro de 2027, é firmar acordos estratégicos de segurança e tecnologia com os EUA, Israel, países da Europa e da América Latina para “libertar” essas populações.
Flávio acusou ainda o presidente Lula de ter ido recentemente à Casa Branca para “fazer lobby” contra a classificação dessas fações como terroristas, procurando reverter a narrativa junto à administração Trump.
Contraponto político, educação e diplomacia
Além da segurança pública, o pronunciamento do senador foi marcado por duras críticas à política externa e educacional da gestão petista. Flávio Bolsonaro afirmou que o atual governo brasileiro mantém alinhamentos ideológicos com ditaduras e regimes autoritários ligados a grupos como o Hezbollah e o Hamas, enquanto a sua plataforma prioriza parcerias com democracias desenvolvimentistas capazes de gerar empregos e investimentos para o Brasil.
Na área da educação, o senador defendeu a universalização do ensino do inglês, do espanhol e de outros idiomas nas escolas públicas brasileiras, além do português, afirmando desejar que todos os presidentes do país falem inglês e acusando o atual governo de promover o atraso no ensino público.
Gesto simbólico e menção a Jair Bolsonaro
No âmbito pessoal e político, o encontro também serviu para reafirmar os laços entre a família Bolsonaro e Donald Trump. De acordo com o senador, a primeira atitude do presidente norte-americano ao recebê-lo foi perguntar pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, questionando sobre as condições da sua prisão, o seu estado atual e como a família tem lidado com a situação.
Ao final da audiência, Trump presenteou Flávio Bolsonaro com uma Challenge Coin — tradicional moeda de honra de origem militar entregue por presidentes norte-americanos como símbolo de respeito e reconhecimento a aliados de confiança. Para o senador, a honraria sela a solidez da relação entre os dois movimentos políticos na reta de preparação para as disputas eleitorais
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