Em meio à greve, prefeito denuncia uso político de servidores e expõe dívida milionária

O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), afirmou que servidores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) estão sendo utilizados por adversários políticos para “obter vantagem em uma narrativa política mentirosa”. A declaração ocorre em meio à greve de trabalhadores da autarquia.
Cerca de 600 servidores deflagraram paralisação geral na segunda-feira (16), alegando atraso no pagamento de salários e do vale-alimentação por parte da prefeitura.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito questionou a atuação de críticos diante da situação da empresa. “Onde estavam essas pessoas que hoje fazem tanto barulho quando todos os abusos estavam acontecendo?”, disse.
Na mesma manifestação, o gestor detalhou a situação financeira da Coder, que, segundo ele, acumula uma dívida de aproximadamente R$ 240 milhões, incluindo passivos trabalhistas. Diante desse cenário, a prefeitura tentou realizar a venda da autarquia, mas o processo foi barrado por decisão liminar da Justiça de Mato Grosso no último dia 12. Um recurso também foi negado posteriormente.
Segundo Cláudio Ferreira, a alternativa adotada foi a liquidação da empresa, medida que, conforme afirmou, segue recomendação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
“Onde estavam essas pessoas que hoje fazem tanto barulho quando todos os abusos estavam acontecendo dentro da Coder? Onde estavam quando decisões erradas foram sendo tomadas e essa dívida milionária foi sendo construída ao longo desses anos? Por que não se manifestaram antes?”, questionou o prefeito.
Ele também criticou o que classificou como exploração política da crise. “Por que deixaram tudo isso acontecer e agora, justamente quando apresentamos uma solução responsável acompanhada pelo TCE e conduzida com transparência, aparecem para tentar transformar esse problema em palanque político? Nós não vamos fazer isso. Nosso compromisso é resolver o problema com responsabilidade de uma vez por todas e garantir o direito dos trabalhadores. É triste ver acusações irresponsáveis”, afirmou.
A prefeitura informou ainda que, por meio da procuradoria do município, busca alternativas jurídicas para destravar a venda da Coder e viabilizar o pagamento dos débitos trabalhistas.
“Essas acusações não passam de desconhecimento e irresponsabilidade. Portanto, em nome da nossa gestão eu quero repudiar com toda força da minha alma o uso político desses trabalhadores para obter vantagem em uma narrativa política mentirosa”, completou.
A crise envolvendo a Coder segue sem solução definitiva, enquanto os servidores mantêm a paralisação e cobram regularização dos pagamentos.
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