Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
JUSTIÇA

Ex-presidente da Unimed Cuiabá vira réu por suposto rombo de R$ 400 milhões e fraude na gestão

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A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Estadual e tornou réu o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, além de outras cinco pessoas ligadas à sua gestão, por um suposto rombo de R$ 400 milhões na cooperativa entre os anos de 2020 e 2022.

A decisão foi assinada na última sexta-feira (24) pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, que apontou a existência de indícios mínimos para o prosseguimento da ação penal.

“Quanto à justa causa, no âmbito de um juízo de cognição sumário e provisório, destinado a verificar apenas a existência de probabilidade de sucesso da pretensão acusatória, entendo existir nos autos suporte mínimo de provas quanto à materialidade e autoria do crime”, escreveu o magistrado.

De acordo com a denúncia, Rubens é apontado como líder do esquema e deverá responder por gestão fraudulenta, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

Também se tornaram réus a advogada Jaqueline Proença Larrea Mees, o ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira, a ex-superintendente administrativa e financeira Ana Paula Parizotto e a ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma. Eles são acusados de participação nas fraudes, com atuação na execução das irregularidades e movimentações financeiras, e responderão por crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.

Já o empresário Erikson Tesolini Viana, sócio-administrador da Arche Negócios Ltda., é apontado como responsável por auxiliar na movimentação e ocultação de valores, devendo responder por lavagem de dinheiro.

Na mesma decisão, o magistrado homologou o arquivamento parcial da denúncia em relação à contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite, ex-chefe do núcleo de compliance da cooperativa, quanto aos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

No caso da médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, o arquivamento foi parcial apenas em relação ao crime de lavagem de dinheiro, por ausência de elementos suficientes.

Operação Bilanz

As investigações tiveram origem na Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024, após revisão nas contas da cooperativa apontar uma série de inconsistências na gestão entre 2019 e 2023.

O principal achado foi o balanço contábil de 2022, que, segundo a investigação, teria sido “maquiado”. Inicialmente, o documento indicava saldo positivo de R$ 370 mil, mas auditoria posterior identificou inconsistências que chegam a R$ 400 milhões.

Entre as irregularidades apontadas estão contratos considerados irregulares, antecipação indevida de pagamentos, relação desigual com fornecedores, além da realização de aquisições e obras sem autorização em assembleia geral.

Segundo as investigações, o conjunto das inconsistências colocou as finanças da cooperativa em situação considerada alarmante.

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