Excesso de umidade preocupa produtores e impacta colheita de mandioca

A colheita da mandioca segue em andamento no Rio Grande do Sul, com produtores atentos às condições de umidade do solo e à previsão de geadas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (18), as lavouras apresentam bom desenvolvimento em diferentes regiões do Estado, embora algumas áreas tenham registrado redução de produtividade em relação a anos anteriores.
Na região administrativa da Santa Rosa, a colheita continua e a qualidade das raízes é considerada satisfatória. Apesar disso, o excesso de umidade no solo tem causado problemas pontuais de apodrecimento das raízes, principalmente em áreas mais adensadas e com menor drenagem.
Diante desse cenário, alguns produtores anteciparam a retirada das raízes e passaram a armazenar parte da produção congelada. A possibilidade de ocorrência de geadas nos próximos dias também levou agricultores a intensificarem o corte e o armazenamento das manivas nas propriedades onde o procedimento ainda não havia sido realizado.
Na região, os preços da mandioca variam entre R$ 4,50 e R$ 5,50 por quilo do produto in natura. Já a mandioca descascada é comercializada entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por quilo.
Na área de atuação da Emater/RS-Ascar de Soledade, a colheita segue em ritmo intenso. Segundo o levantamento, as temperaturas mais amenas têm favorecido a continuidade da comercialização por mais tempo e contribuído para a conservação das manivas. As agroindústrias da região também mantêm o processamento da produção.
Já na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, as condições climáticas das últimas semanas, incluindo as temperaturas mais baixas, não impediram o avanço da colheita. Houve redução na oferta do produto, enquanto os preços pagos aos produtores apresentaram valorização, ficando entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por caixa de 20 quilos.
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