Exportações de carne bovina do Brasil crescem mais de 30% em maio e podem bater recorde histórico
egundo a Secex, o Brasil exportou 203,48 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana de maio (15 dias úteis). O volume representa uma média diária de 13,57 mil toneladas, alta de 30,67% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado em maio de 2026 e caminham para um novo recorde histórico para o mês. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram forte avanço nos embarques na parcial do mês, sustentados pela demanda internacional aquecida e pela valorização do produto brasileiro no mercado externo.
Segundo a Secex, o Brasil exportou 203,48 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana de maio (15 dias úteis). O volume representa uma média diária de 13,57 mil toneladas, alta de 30,67% em relação ao mesmo período do ano passado.
Caso o ritmo seja mantido nos cinco dias úteis restantes do mês, os embarques podem atingir aproximadamente 271,31 mil toneladas. Se confirmado, o resultado será o maior já registrado para um mês de maio na série histórica.
Além do crescimento em volume, o preço médio da carne bovina exportada também apresentou forte avanço. Na comparação anual, houve aumento de 24,80% no valor pago por tonelada, que atingiu US$ 6.492,40/t no período, um acréscimo de US$ 1.290,20 por tonelada frente ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína bovina, com forte demanda especialmente de mercados asiáticos e do Oriente Médio, que seguem puxando o ritmo das exportações.
O cenário positivo é sustentado pela competitividade da carne brasileira no mercado internacional, combinando oferta consistente, escala produtiva e preços ainda atrativos frente a concorrentes globais.
Apesar do avanço expressivo, o mercado segue monitorando o cenário geopolítico internacional, que pode influenciar o fluxo de comércio nos próximos meses. Tensões comerciais e variações cambiais continuam sendo fatores de atenção para os exportadores.
No Brasil, o bom desempenho das exportações contribui para sustentar o ritmo da cadeia pecuária, em um momento em que o setor acompanha também a dinâmica da oferta interna e os custos de produção no campo.
A expectativa é de que, caso o ritmo atual se mantenha, o país encerre maio com um dos melhores desempenhos já registrados para o mês, reforçando a tendência de forte demanda global pela proteína bovina brasileira ao longo de 2026.
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