Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
MT MANTÉM LIDERANÇA

Exportações de soja batem recorde no primeiro semestre de 2026; MT embarca 24 milhões de toneladas

País enviou 69,58 milhões de toneladas ao mercado internacional entre janeiro e junho, maior volume da série histórica para o período, segundo a Secex.

AGRO/SOJA

O Brasil alcançou um novo recorde nas exportações de soja no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram embarcadas 69,58 milhões de toneladas do grão, volume 7,13% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior da série histórica para os seis primeiros meses do ano, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O avanço dos embarques ocorre em um cenário de elevada oferta, impulsionado pela produção recorde da safra 2025/26 e pela demanda internacional aquecida pela soja brasileira.

Mato Grosso manteve a liderança entre os estados exportadores e respondeu por mais de um terço de toda a soja brasileira enviada ao exterior. No primeiro semestre, o estado embarcou 24,06 milhões de toneladas, alta de 5,15% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O volume representou 34,59% das exportações nacionais da oleaginosa.

A China continuou como o principal destino da soja mato-grossense, mas apresentou redução no ritmo de compras. Os embarques para o mercado chinês recuaram 4,77% na comparação com o primeiro semestre de 2025.

A menor participação chinesa, porém, foi compensada pelo avanço de outros compradores. Os cinco principais destinos seguintes ampliaram em 42,25% as aquisições de soja produzida em Mato Grosso, indicando maior diversificação dos mercados atendidos pelo estado.

Para o segundo semestre, a expectativa é de redução no ritmo das exportações. Segundo o Imea, a tendência está relacionada à menor disponibilidade do grão no mercado interno após o forte volume comercializado nos primeiros meses do ano, movimento considerado normal dentro do ciclo da soja.

Com a redução dos estoques disponíveis e a aproximação de um novo ciclo produtivo, o comportamento da oferta brasileira e da demanda internacional deve seguir como fator determinante para o mercado da soja nos próximos meses.

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