Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CRÍTICAS À CPI

Fábio Garcia levanta suspeitas sobre instalação da CPI da Saúde na ALMT

fábio garcia

O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, colocou em dúvida a condução do processo que resultou na criação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (26), ele apontou possíveis inconsistências no requerimento apresentado pelo deputado estadual Wilson Santos.

Segundo o secretário, a principal preocupação está no fato de o pedido ter sido baseado em assinaturas coletadas há cerca de três anos, sem, segundo ele, a confirmação atual do apoio dos parlamentares.

“A coleta de assinatura dessa CPI começou há três anos atrás. Esse papel ficou guardado com o deputado Wilson Santos. Três anos depois, ele apresenta esse documento à Mesa Diretora para a instalação da CPI. Ele não convalidou com os seus pares parlamentares se eles tinham ainda vontade política”, declarou.

Fábio também afirmou que, na avaliação dele, o procedimento não seguiu parâmetros adequados.

“Não entendo que esse processo tenha sido feito com a honestidade e com a legalidade adequada”, disse.

De acordo com o chefe da Casa Civil, parlamentares teriam questionado a validade das assinaturas antigas, argumentando que o documento pode não refletir mais a vontade política atual da Casa. Ele acrescentou que houve representação de deputados contra a forma como o requerimento foi apresentado.

Como comparação, Fábio citou um episódio ocorrido no Senado Federal em que, segundo ele, houve confirmação prévia dos signatários antes da instalação de comissão semelhante.

“Não houve similaridade nesse caso aqui no Mato Grosso”, afirmou.

Questionado sobre eventual desgaste entre o governo estadual e Wilson Santos, o secretário negou qualquer conflito.

“Ele é deputado estadual livre para tomar seus posicionamentos. Se entende que precisa ser investigado um fato, tem todo o direito de buscar isso”, declarou.

Ao final, Fábio Garcia admitiu que a CPI pode avançar, mas reiterou as críticas ao procedimento adotado.

“Ela pode até ocorrer, mas foi feita de uma forma, para mim, não adequada”, concluiu.

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