Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Fábio Garcia nega envolvimento em investigação da PF e diz que tentativa de ligá-lo ao caso é “mentira”

Deputado federal afirma que não foi alvo de busca e apreensão, defende que acordo com a Oi não passou pela Casa Civil e diz que apresentará documentos para contestar suspeitas

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O deputado federal e candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), Fábio Garcia (União Brasil), se manifestou nesta quinta-feira (6) após ser citado na Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo um acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Garcia negou qualquer participação no caso, afirmou que não foi alvo de mandado de busca e apreensão e acusou adversários políticos de tentarem associar seu nome à investigação durante o período eleitoral.

“A eleição está começando e os velhos atores da política já estão atuando. Infelizmente, a política é assim mesmo. Há consequências em se guerrear contra o mal”, declarou.

O parlamentar, que foi secretário-chefe da Casa Civil durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), também investigado na operação, afirmou que o processo relacionado ao acordo com a Oi nunca passou pela pasta e que não há qualquer ato de sua responsabilidade citado na investigação.

“Primeiro quero deixar claro que é mentira que fui alvo de busca e apreensão. Não fui. A Operação da Oi jamais passou pela Casa Civil. Não é atribuição dessa pasta. Não há um ato sequer meu neste processo. A Casa Civil não teve conhecimento dessa operação”, afirmou.

Garcia também rebateu informações de que teria ligação com fundos de investimento que, segundo a investigação, teriam recebido recursos provenientes do acordo firmado entre o Estado e a empresa Oi.

De acordo com o deputado, documentos comprovariam que ele nunca teve participação societária nos fundos mencionados.

“A decisão fala de fundos ligados à minha pessoa. Não é verdade. Eu não sou e nunca fui acionista ou cotista de nenhum deles”, disse.

O candidato a vice-governador ainda afirmou que as informações envolvendo seus familiares também não correspondem à realidade e declarou que irá apresentar documentos para contestar as suspeitas.

“Aí alegam que meu pai é sócio de um fundo que ele também não é. Pouco a pouco, nós vamos desmontando cada mentira e mostrando a verdade”, afirmou.

Segundo Garcia, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, responsável por autorizar medidas relacionadas à investigação, não aponta qualquer ato praticado por ele no caso.

“Forçaram a barra para me envolver. Tanto é que a decisão do ministro Flávio Dino não apontou um único ato meu neste caso da Oi”, declarou.

Ao final do pronunciamento, o deputado voltou a atribuir a tentativa de vinculá-lo ao caso a uma disputa política e afirmou que seguirá na campanha ao lado de Pivetta.

“Não tenho dúvidas. O bem vai vencer o mal. A velha política não vai voltar para destruir Mato Grosso mais uma vez”, concluiu.

Operação Heritage

Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Heritage investiga suspeitas de fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, no valor superior a R$ 308 milhões.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará, além de determinar medidas cautelares contra investigados, como bloqueio de bens, afastamento de sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e restrições de contato entre envolvidos.

Conforme a PF, a apuração busca esclarecer se a negociação envolvendo créditos tributários teria sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura formada por empresas e fundos de investimento.

As investigações continuam em andamento. Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem condenação contra os investigados.

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