Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CASO BANCO MASTER

Flávio Bolsonaro cobra abertura da CPI do Banco Master e desafia esquerda no Congresso; veja vídeo

“Vocês têm medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder”, disse.

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O senador e pré-candidato a Presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), intensificou nesta quinta-feira (21) a pressão pela instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master no Congresso Nacional. Durante discurso no plenário, o parlamentar afirmou que não teme investigações, cobrou transparência no caso e desafiou parlamentares da esquerda a apoiarem a abertura da comissão.

“Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentado naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro e também qual é a relação que eles tinham com Lula, qual a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes, porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder”, declarou.

O senador também afirmou que assinou todos os requerimentos relacionados à investigação e acusou parlamentares da esquerda de evitarem o avanço da comissão.

“Vocês têm medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder”, disse.

Ao defender a instalação da comissão, Flávio associou o caso aos escândalos envolvendo gestões petistas e citou episódios como mensalão, petrolão e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“O escândalo do roubo dos aposentados do INSS, uma excrescência além de roubar a esperança da nossa juventude, mais uma vez o governo do PT roubando os nossos aposentados”, afirmou.

O parlamentar também comentou a relação com o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, citando o investimento privado em produção audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“De um lado a corrupção. Do outro lado está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu um investimento privado de alguém que na época não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar sua conduta”, declarou.

Durante o discurso, Flávio ainda criticou a Polícia Federal ao comentar mudanças em investigações relacionadas ao caso do INSS e ao empresário Fábio Luís Lula da Silva.

“Trocam o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha na mão grande. Imagina se fosse no governo Bolsonaro”, afirmou.

O senador também direcionou críticas à imprensa e ao decreto do governo federal sobre plataformas digitais e moderação de conteúdo.

“Vocês da imprensa, abram o olho. Olha o que o atual presidente da República acabou de fazer, um decreto da censura de Lula”, declarou.

Ao encerrar o pronunciamento, Flávio Bolsonaro afirmou que a oposição pretende impedir a permanência do PT no comando do país após as eleições de 2026.

“Não é que eu sou uma pedra no caminho desse projeto de poder do PT. Eu sou aquele que junto das pessoas que estão aqui, nós e o povo vamos impedir o projeto do poder nesse país. O povo brasileiro não aguenta mais quatro anos de PT”, disse.

Bastidores no Congresso

Atualmente, há ao menos dois pedidos de CPMI com o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento do Congresso Nacional. Pela regra, a criação da comissão deve ocorrer automaticamente na sessão conjunta seguinte após o apoio de pelo menos 27 senadores e 171 deputados federais.

As investigações envolvendo o Banco Master têm como um dos focos aplicações financeiras realizadas pela Amprev (Amapá Previdência). A Polícia Federal apura investimentos considerados suspeitos em letras financeiras emitidas pela instituição.

O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça analisa mandados de segurança apresentados pelos deputados Kim Kataguiri e Lindbergh Farias que pedem a instalação da CPMI.

Nos corredores do Congresso, parlamentares avaliam que uma eventual comissão pode abrir uma ampla frente de investigação envolvendo fundos públicos, operações financeiras, autoridades e conexões políticas de diferentes partidos.

Veja vídeo:

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