Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Flávio Bolsonaro diz que operação da PF na casa do pai é "cortina de fumaça": "O sistema não para a perseguição"

FLÁVIO BOLSONARO

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou nesta quarta-feira (8) após a Polícia Federal cumprir um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O parlamentar classificou a ação como uma "clara tentativa de criar uma cortina de fumaça" e afirmou que a medida busca desviar a atenção de sua agenda nos Estados Unidos.

"É uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça neste momento em que eu estou aqui trabalhando pelo Brasil, para tentar dividir o noticiário com coisas negativas", afirmou o senador.

Flávio também declarou que a operação representa "mais uma comprovação de que o sistema está incomodado" com sua atuação política e criticou o que classificou como interferências em processos eleitorais envolvendo aliados do Partido Liberal (PL).

A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após informações apontarem divergências entre o número de armas registradas em nome do ex-presidente e aquelas efetivamente entregues às autoridades. O mandado teve como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro.

Na decisão, Moraes afirmou que a eventual permanência de armamentos sob posse de Bolsonaro seria incompatível com determinações judiciais anteriores. O ministro também revogou o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.

A defesa de Jair Bolsonaro contestou a decisão e informou que as armas mencionadas na investigação já haviam sido apresentadas às autoridades ou permanecem sob custódia da Polícia Federal e do Exército. Segundo os advogados, uma pistola apontada como ausente já havia sido apreendida anteriormente, enquanto uma espingarda está em uma empresa especializada para manutenção, no Rio Grande do Sul.

As informações apresentadas pela defesa foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal e seguem sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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