Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Flávio Bolsonaro publica vídeo que associa Lula e Lulinha às fraudes do INSS

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O Jornal Nacional divulgou nesta quarta-feira (28), uma reportagem sobre uma investigação da Polícia Federal que aponta indícios de que recursos desviados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ter sido usados em despesas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reportagem viralizou entre lideranças políticas e foi compartilhada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, gerando repercussão imediata e intensificando o debate sobre o caso no cenário político nacional.

A investigação integra a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em que associações e sindicatos habilitavam descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, desviando recursos por meio de autorizações sem o consentimento dos segurados — um escândalo conhecido como Farra do INSS.

Repasses suspeitos e foco da apuração

Segundo a apuração, documentos apreendidos pela Polícia Federal mostram que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, realizou uma série de pagamentos de R$ 300 mil para a empresa de uma amiga de Lulinha — totalizando cerca de R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025. No mesmo período, parte desses recursos teria sido direcionada a uma agência de viagens, levantando a suspeita de que parte do dinheiro tenha sido usada em despesas relacionadas ao filho do presidente, incluindo possíveis viagens.

Mensagens apreendidas indicam conversas entre investigados nas quais há referências a repasses e menções a um “filho do rapaz”, que, segundo os investigadores, podem estar ligadas a Lulinha. A apuração inclui o cruzamento de mensagens e transações bancárias para tentar identificar a origem e o destino desses valores.

Repercussão política imediata

A divulgação da reportagem viralizou entre lideranças políticas, com ampla circulação nas redes sociais e em grupos de dirigentes partidários. Parlamentares de oposição e o pré‑candidatos à Presidência da República, como Flávio Bolsonaro (PL), compartilharam e comentaram a matéria, colocando a questão no centro de debates sobre a crise no INSS e uso de recursos públicos ligados à Lula.

Em uma publicação no Instagram Flávio Bolsonaro escreveu: "Quem será o “filho do rapaz” que recebia 300 mil?".


Documentos relacionados à investigação, apresentados em representações ao Tribunal de Contas da União (TCU), citam a proximidade entre Lulinha e figuras ligadas ao esquema e pedem apuração técnica da origem dos recursos envolvidos.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva tem negado qualquer recebimento de valores provenientes de esquemas de desvio ou uso indevido de recursos públicos. Advogados ligados ao empresário classificam as acusações como ilações infundadas e afirmam que não há provas de vínculo financeiro direto entre ele e o esquema investigado, destacando que não foram encontrados pagamentos do Careca do INSS às contas pessoais de Lulinha durante a análise da quebra de sigilo bancário.

Investigação em curso

A Polícia Federal continua a apuração, com análise de mensagens, documentos e transações financeiras, além de quebras de sigilo determinados em diferentes fases da investigação. Até o momento, não há conclusão definitiva sobre a participação direta de Lulinha em crimes relacionados ao esquema de fraudes no INSS, e a investigação segue em andamento.

Veja vídeo:

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