Mobilização da direita no 7 de Setembro pede impeachment de Moraes e intensifica oposição a Lula
Ato reuniu cerca de 28,5 mil pessoas e teve como principais bandeiras críticas ao presidente e ao ministro do STF

A Avenida Paulista, em São Paulo, virou um mar de gente nesta segunda-feira (7), durante o ato de 7 de Setembro. Liderada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a manifestação reuniu apoiadores que intensificaram as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as principais bandeiras estavam os pedidos de “Fora, Lula” e “Fora, Moraes”, além da defesa do impeachment do ministro.
Durante o discurso, Flávio afirmou que o Supremo não pode ser confundido com a atuação individual de Moraes e declarou que pretende enfrentar o ministro politicamente.
“Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes.”
Na sequência, o candidato afirmou que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes” e declarou que o “consórcio de Lula com Moraes vai acabar”.
O ato ocorreu em meio à pressão política sobre Moraes após a divulgação de informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O episódio provocou novos pedidos de investigação e impeachment contra o ministro.
Impeachment já era discutido no Senado
Apesar de a pauta ter sido levada às ruas durante o 7 de Setembro, os pedidos de impeachment contra Moraes já haviam sido apresentados no Senado antes da manifestação. Em 1º de setembro, o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou uma denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou do ato e cobrou esclarecimentos sobre as denúncias envolvendo Moraes.
“Todos devem se submeter ao império da lei, doa o que doer, custe o que custar.”
Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP, em parceria com o Cebrap e a More in Common, 28,5 mil pessoas participaram do ato na Paulista. O número ficou abaixo das manifestações realizadas no mesmo local em 2024 e 2025.
A mobilização ocorreu a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais e colocou novamente Lula, Moraes e o STF no centro do discurso eleitoral da direita.
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