Frio exige maior atenção no manejo de suínos
“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa"

A queda de temperatura em diversas regiões do país aumenta a atenção nas granjas de suínos, especialmente pela maior exigência energética dos animais e pelo risco de doenças respiratórias. Com o frio, parte da energia consumida na alimentação passa a ser usada para manter a temperatura corporal, o que pode reduzir o ganho de peso, piorar a conversão alimentar e elevar os custos de produção.
Segundo dados da Embrapa, falhas no manejo térmico comprometem os índices zootécnicos e o bem-estar do plantel. Os leitões estão entre os mais vulneráveis, por terem menor capacidade de adaptação ao frio e maior necessidade de aquecimento.
Gladstone Brumano, consultor técnico-comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal, observa que as baixas temperaturas não afetam apenas o desempenho produtivo. O período também favorece problemas sanitários e exige maior controle de ventilação, aquecimento e umidade nos galpões.
“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa. Essa talvez seja a consequência mais fácil de se notar, porém as baixas temperaturas também favorecem o aparecimento de doenças e exige atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões para manter os suínos saudáveis e produtivos”, destaca.
Entre os sinais de desconforto térmico estão animais amontoados, tremores, menor movimentação e aumento do consumo de ração sem melhora proporcional no desempenho. O frio também pode favorecer pneumonia suína, influenza, pleuropneumonia e doença de Glässer, principalmente em ambientes úmidos, com correntes de ar ou ventilação inadequada.
A tentativa de aquecer os galpões por meio da redução excessiva da ventilação pode comprometer a qualidade do ar e aumentar o acúmulo de gases. Por isso, isolamento térmico, aquecimento para leitões, controle da umidade e nutrição de precisão são apontados como medidas importantes para preservar sanidade, desempenho e rentabilidade.
Relacionadas

Giro do Boi na B3: Confira os ajustes futuros da arroba e a referência para Mato Grosso hoje (04/11)

Consumo doméstico deve frear disparada da arroba em 2027, apesar de oferta restrita, projeta Rabobank

Puxada por Mato Grosso, produção brasileira de soja deve bater recorde de 184,95 milhões de toneladas, projeta StoneX

Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária

Demanda aquecida impulsiona trigo em Chicago; soja e milho recuam com avanço da colheita nos EUA

