Governador critica uso de assinaturas antigas e classifica CPI da Saúde como manobra política
Mendes afirmou que as assinaturas utilizadas foram colhidas há mais de dois anos, quando surgiram denúncias envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES) durante a pandemia.

O governador Mauro Mendes (União Brasil) voltou a criticar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e classificou a iniciativa como um movimento político. As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (3), após a definição dos membros do colegiado.
Ao comentar a origem do requerimento que embasou a criação da CPI, Mendes afirmou que as assinaturas utilizadas foram colhidas há mais de dois anos, quando surgiram denúncias envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES) durante a pandemia.
“Olha, primeiro, essas assinaturas foram colocadas há mais de dois anos atrás, quando houve uma denúncia feita pela própria Secretaria de Governo, que foi investigada pela Polícia Civil, que concluiu as investigações e mandou ao Ministério Público, que denunciou as pessoas envolvidas, e dois anos depois, usando uma manobra, foi apresentada essas mesmas assinaturas”, declarou.
O governador mencionou ainda que três parlamentares que constavam como apoiadores do pedido ingressaram posteriormente com requerimento contestando a validade dos apoios.
“Três deputados que tinham o nome lá entraram com um requerimento objetivo dizendo que isso aí não vale, isso era um desejo que eu tinha de mais de dois anos atrás. Isso é uma manobra política feita, e eu lamento que, nesse momento que nós temos tanta coisa séria para fazer, temos que perder tempo com isso”, afirmou.
Mendes reiterou que não se opõe a investigações, mas questionou a necessidade de nova apuração sobre fatos que já foram alvo de inquérito policial e denúncia do Ministério Público.
“Quer investigar? Pode investigar. Mas não investigar aquilo que a polícia já investigou, o Ministério Público já investigou e que já processou. Então isso dá uma certa clareza de que se trata apenas de um movimento político de algumas pessoas dentro da Assembleia Legislativa”, disse.
Composição da CPI
Sobre a composição da CPI, que terá maioria de parlamentares da base governista — incluindo o líder e o vice-líder do Governo — o chefe do Executivo minimizou eventuais interpretações políticas.
“Eles são deputados como qualquer outro. Não teve seriedade na apresentação”, pontuou.
Questionado sobre a possibilidade de ser convocado a prestar esclarecimentos, Mendes afirmou estar à disposição.
“Estou pronto para responder qualquer coisa do Estado de Mato Grosso”, declarou.
A CPI da Saúde foi oficialmente publicada no dia 6 de fevereiro e terá como foco contratos firmados entre 2019 e 2022, período marcado pela pandemia da Covid-19. Os trabalhos devem começar com a definição de cronograma, análise documental e oitivas.
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