O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (24) que Mato Grosso pode voltar a enfrentar crise financeira caso o próximo governo não mantenha uma gestão que ele classifica como responsável. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Band Juína, ao comentar o cenário eleitoral e obras na região Noroeste do Estado.
Segundo Mendes, quando assumiu o Executivo estadual, herdou um quadro crítico da administração anterior, comandada por Pedro Taques (PSB). De acordo com o atual governador, havia atrasos de cinco a seis meses no pagamento de fornecedores e, na área da Saúde, contratos chegaram a ficar até 11 meses sem quitação. Ele também citou uma dívida de R$ 3,9 bilhões deixada ao Estado.
“Se tiver gente séria no Governo, nos próximos anos, vai fazer muita coisa. Se colocar vagabundo, inexperiente, pode ter certeza que em dois anos o Estado quebra de novo”, declarou.
Embora não tenha citado nomes, o governador vem direcionando críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), que aparece como adversário político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado por Mendes como seu candidato à sucessão.
Durante a entrevista, Mendes também comentou a proposta de pavimentação da MT-183, que liga Juína a Aripuanã. O governador explicou que a obra só deverá avançar após a conclusão de intervenções consideradas prioritárias na região, como a pavimentação da MT-170, que conecta Juína a Campo Novo do Parecis.
Segundo ele, a MT-183 deve ficar para a próxima gestão estadual.
Ao defender o legado de sua administração, Mendes afirmou que, ao longo da história de Mato Grosso, foram pavimentados cerca de 6,4 mil quilômetros de rodovias. Já sua gestão, ao lado de Pivetta, deve encerrar oito anos com aproximadamente 7 mil quilômetros asfaltados.
Antes das críticas aos adversários, o governador elogiou o vice.
“Um homem sério, competente, três vezes prefeito de Lucas do Rio Verde e que conhece a máquina pública”, disse.
Veja trecho da entrevista: