Ilde Taques declara apoio de 17 vereadores e avança na disputa pela presidência

A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores. O vereador Ilde Taques (Podemos) afirma já ter consolidado uma base de apoio suficiente para vencer a eleição da Mesa Diretora, com projeção de 16 a 17 votos entre os 27 parlamentares da Casa.
Segundo o parlamentar, a construção da candidatura não é individual, mas fruto de articulação coletiva iniciada ainda no ano passado.
“Foi uma construção. Eu não decidi ser candidato, é um grupo de vereadores que escolheu o meu nome”, afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (7), na Câmara Municipal.
Nos bastidores, Ilde tem intensificado as articulações e promovido encontros com colegas de diferentes espectros políticos. Um dos movimentos mais recentes foi um jantar com 13 vereadores, reunindo nomes da base do prefeito Abilio Brunini (PL), independentes e até parlamentares da oposição.
“Sou um vereador que conversa com todos, independentemente de posição. A gente vem trabalhando isso desde o ano passado e chegamos agora com um cenário muito favorável”, completou.
Chapa praticamente definida
A articulação também já avança na montagem da futura Mesa Diretora. De acordo com o vereador Alex Rodrigues (Podemos), responsável por coordenar a campanha, a composição está quase fechada.
A proposta inclui Eduardo Magalhães (Republicanos) como vice-presidente, Michelly Alencar (União) na segunda vice-presidência e a atual presidente Paula Calil (PL) como primeira-secretária. A segunda-secretaria ainda segue em aberto.
Segundo Alex, o crescimento do Podemos dentro da Câmara, hoje com seis vereadores, fortaleceu o projeto.
“É uma construção de longo prazo. Hoje podemos dizer com segurança que temos de 16 a 17 votos firmes”, afirmou.
Adversários perdem força
Enquanto o grupo de Ilde avança, outros pré-candidatos enfrentam dificuldades para viabilizar apoio. O líder do Executivo na Casa, Dilemário Alencar (União), também colocou seu nome na disputa, mas ainda não conseguiu consolidar uma base competitiva.
Outros nomes chegaram a se movimentar, como Wilson Kero Kero (PMB), Demilson Nogueira (PP), Cezinha Nascimento (União) e Daniel Monteiro (Republicanos), mas sem força suficiente até o momento. Parte desses parlamentares, inclusive, já se aproxima do grupo liderado por Ilde.
Disputa aberta, mas com favorito
Apesar do cenário favorável, Ilde evita tratar a eleição como definida e reforça que todos os vereadores têm peso igual no processo.
“É importante lembrar que são 27 votos. Base, oposição e independentes têm legitimidade para votar. Estamos construindo uma chapa que dê estabilidade e tranquilidade também para a gestão do prefeito”, pontuou.
Com articulação avançada e maioria em construção, o cenário atual indica que a eleição da Mesa Diretora pode caminhar para um desfecho antecipado — a menos que haja reviravolta de última hora nos bastidores da política cuiabana.
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