Ilde Taques nega envolvimento em esquema na Câmara de Várzea Grande e diz que R$ 40 mil eram para obra
O vereador e presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), afastou qualquer suspeita de sua participação em articulações políticas ilícitas envolvendo a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. Após ser flagrado com R$ 40 mil em espécie durante uma abordagem policial, o parlamentar justificou que o montante é fruto de um empréstimo […]

O vereador e presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), afastou qualquer suspeita de sua participação em articulações políticas ilícitas envolvendo a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. Após ser flagrado com R$ 40 mil em espécie durante uma abordagem policial, o parlamentar justificou que o montante é fruto de um empréstimo pessoal com nota promissória, destinado ao pagamento de uma obra, e garantiu que seu encontro com parlamentares do município vizinho foi estritamente social.
O nome do vereador Ilde Taques (Podemos), recém-eleito para comandar o Legislativo de Cuiabá a partir de 2027, foi incluído nas investigações da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A ação, que cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão na última terça-feira (20), apura um suposto esquema de corrupção, compra de votos e negociação de vantagens indevidas para o comando da Câmara Municipal de Várzea Grande.
A suspeita sobre o parlamentar cuiabano surgiu após ele e o colega de parlamento, vereador Alex Rodrigues (Podemos), serem abordados por agentes da Rotam após deixarem um almoço em uma chácara com parlamentares de Várzea Grande. Durante a revista veicular em um VW T-Cross, os policiais localizaram uma mochila contendo R$ 40 mil em dinheiro vivo.
A origem do dinheiro e o almoço
Após ter acesso aos autos do processo, Ilde Taques veio a público esclarecer a situação. De acordo com o vereador, a vultosa quantia não tem qualquer ligação com compra de apoio ou “mensalinhos” — suspeitas que recaem sobre o núcleo de Várzea Grande —, tratando-se unicamente de um empréstimo pessoal que ele havia tomado. Para comprovar, o parlamentar destacou que possui a nota promissória referente à transação e afirmou que o recurso seria utilizado para custear as despesas de uma obra em sua propriedade.
Sobre o encontro com os vereadores vizinhos, Ilde explicou que estava no “lugar errado e na hora errada”. Ele relatou que compareceu ao local apenas para uma confraternização, a convite de um amigo pessoal, o vereador Dr. Miguel Júnior (Cidadania). O parlamentar negou qualquer proximidade com Wanderley Cerqueira (MDB), atual presidente da Câmara de Várzea Grande e principal alvo das investigações, e reiterou que durante as duas horas em que permaneceu na chácara, não presenciou nenhuma discussão sobre a eleição da Mesa Diretora.
Postura diante da Justiça
Ilde Taques pontuou que possui uma conduta coerente em seus quase dois anos de mandato e ressaltou que as diligências realizadas pelo Gaeco em sua residência não resultaram na apreensão de nenhum item ilícito. “Estou inteiramente à disposição para os esclarecimentos que ainda forem necessários e tenho certeza de que, ao final das investigações, ficará comprovado que não participei e nem participo de ações ilegais”, concluiu o parlamentar em nota.
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