Irmãos sentenciados pela morte de Raquel Cattani recorrem e caso sobe ao TJ
O crime ocorreu em 18 de julho de 2024, na residência de Raquel, na zona rural de Nova Mutum.

A juíza Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara Criminal de Nova Mutum, recebeu nesta terça-feira (3) os recursos de apelação apresentados pelos irmãos Rodrigo e Romero Xavier, condenados pelo assassinato de Raquel Cattani.
Na decisão, a magistrada determinou a abertura de vista à Defensoria Pública para apresentação das razões recursais e, na sequência, ao Ministério Público para as contrarrazões. Após as manifestações, o processo será encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que ficará responsável por julgar as apelações contra a sentença do Tribunal do Júri.
O julgamento ocorreu nos dias 22 e 23 de janeiro e durou mais de 16 horas. Ao final, o Conselho de Sentença condenou os réus a um total de 63 anos e 3 meses de prisão. Rodrigo Xavier Mengarde recebeu pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio e furto — embora o cumprimento esteja limitado a 30 anos, conforme prevê a legislação penal. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido da vítima, foi condenado a 30 anos e 3 meses, também em regime fechado.
A sentença foi anunciada no plenário do Fórum da Comarca de Nova Mutum. Agora, caberá ao TJMT analisar se mantém ou reforma a decisão dos jurados.
RELEMBRE O CASO
O crime ocorreu em 18 de julho de 2024, na residência de Raquel, na zona rural de Nova Mutum. A acusação sustentou que o homicídio foi um feminicídio premeditado e executado com extrema crueldade.
Laudo pericial apontou que a vítima sofreu 40 facadas. Em plenário, a promotora Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes afirmou que Raquel tentou se defender durante o ataque.
Para o Ministério Público, o sucesso pessoal e profissional de Raquel, de 26 anos, teria motivado o crime. A investigação apontou que Romero teria pago cerca de R$ 4 mil para que o irmão executasse a vítima.
Raquel é filha do deputado estadual Gilberto Cattani. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso e foi tratado pela acusação como um dos episódios mais emblemáticos de violência contra a mulher no Estado.
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