Janaina Riva cobra avanço da CPI dos Consignados após operação PF
Deputada afirma que já denunciava suspeitas desde 2025 e defende punição aos responsáveis e ressarcimento aos servidores prejudicados

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) voltou a cobrar o avanço das investigações sobre possíveis irregularidades em contratos de crédito consignado firmados com servidores públicos de Mato Grosso após a deflagração da Operação Fugazi, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude envolvendo a empresa Capital Consig.
A parlamentar, que é pré-candidata ao Senado, afirma que já vinha recebendo denúncias de servidores desde 2025 e cobrando providências na Assembleia Legislativa antes mesmo da abertura do inquérito federal. Para Janaina, a operação representa um passo importante para esclarecer o caso, mas reforça a necessidade de instalação da CPI dos Consignados no Legislativo estadual.
"É importante essa participação da Polícia Federal para que a gente possa esclarecer isso o quanto antes, separar os bancos bons dos bancos ruins. Existem instituições sérias, mas também existem aquelas que agiram de má-fé, cometeram crimes contra os servidores e precisam ser punidas", afirmou a deputada.
A Operação Fugazi foi deflagrada nesta quarta-feira (15) e investiga possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a Capital Consig comercializava cartões de crédito consignado que, na prática, funcionavam como empréstimos com cobrança de juros elevados e mecanismos que dificultavam a redução do saldo devedor.
De acordo com a investigação, o modelo poderia ter levado servidores a um ciclo de endividamento prolongado, com descontos sucessivos em folha de pagamento.
Decreto suspendeu descontos suspeitos
Antes da atuação da Polícia Federal, a Assembleia Legislativa já havia aprovado o Decreto Legislativo nº 79/2025, de autoria de Janaina Riva e do deputado Wilson Santos (PSD), que suspendeu temporariamente descontos considerados suspeitos relacionados a cartões de crédito consignado, cartões-benefício e outros contratos.
A medida também impediu a negativação dos servidores durante o período de suspensão e determinou a apuração sobre o credenciamento das empresas, as taxas cobradas e a legalidade dos contratos.
Para Janaina, as investigações devem avançar para garantir que os servidores prejudicados sejam ressarcidos.
"O dano já foi causado para milhares de servidores. Nós já recebemos dezenas de pedidos de análise e muitos deles comprovaram a existência de fraude. Quem roubou dinheiro do servidor precisa devolver cada centavo que tirou dessas famílias", declarou.
Deputada defende CPI e responsabilização
Janaina afirmou que continuará cobrando a instalação da CPI dos Consignados para aprofundar a apuração sobre os contratos e identificar todos os envolvidos.
"Desde 2025, venho enfrentando o escândalo dos consignados ao lado dos servidores: cobrei transparência, ajudei a aprovar a suspensão dos descontos suspeitos, assinei e defendi os pedidos de CPI e pedi a entrada da Polícia Federal na investigação", disse.
Segundo a deputada, a operação da PF, com bloqueio de bens e coleta de informações, representa uma nova etapa da apuração.
"Agora, com a PF seguindo o caminho do dinheiro, bloqueando bens e buscando identificar os responsáveis, temos um passo importante, mas ainda falta chegar à verdade inteira. Vou continuar lutando pela instalação da CPI, pelo cancelamento dos contratos ilegais e pelo ressarcimento de cada servidor prejudicado", afirmou.
A investigação da Polícia Federal segue em andamento para identificar os responsáveis pelos supostos crimes e dimensionar os prejuízos causados aos servidores envolvidos.
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