Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Júlio ironiza grupo de Mauro Mendes após derrota de Jayme e cita operação da PF: “aqui se faz, aqui se paga”

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O deputado estadual Júlio Campos (União) ironizou, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso nesta quarta-feira (12), o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União) após a derrota do senador Jayme Campos (União) na convenção estadual do partido. O parlamentar associou o episódio político à deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas ao acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A.

Na primeira sessão da Assembleia após o recesso parlamentar, Júlio lamentou a decisão do União Brasil de não lançar Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso e apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, o senador apresentava potencial de 22% nas pesquisas de intenção de voto, mas, ainda assim, teve a candidatura rejeitada pela maioria do partido na convenção.

Ao comentar o resultado, Júlio adotou tom irônico e afirmou que o episódio político foi seguido, uma semana depois, pela deflagração da operação da Polícia Federal.

“Mas isso faz parte, passada a convenção, uma semana depois, como diz o ditado: ‘aqui se faz, aqui se paga’. Passado tudo isso, houve essa lamentosa e infeliz operação do Caso Oi, que foi denunciada desta tribuna pela deputada Janaina Riva (MDB) e depois pelo ex-governador e ex-procurador da República Pedro Taques”, declarou.

Na sequência, o deputado afirmou que prefere aguardar o andamento das investigações e defendeu que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades.

“Que se faça justiça”, completou Júlio Campos.

A Operação Heritage foi deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (6) para apurar suspeitas envolvendo o acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Estado e a Oi. A investigação alcançou integrantes e pessoas ligadas ao grupo político de Mauro Mendes, entre elas o próprio ex-governador, a ex-primeira-dama Virgínia Mendes, familiares e o deputado federal Fábio Garcia (União).

Ao todo, a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas. As medidas também atingiram outros nomes ligados à administração estadual e ao grupo político investigado.

Júlio nega desistência

Júlio Campos também negou informações de que teria desistido de disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa após a derrota de Jayme na convenção do União Brasil.

Segundo o deputado, lideranças políticas e outros políticos passaram a divulgar a informação de que ele não seria mais candidato. Júlio, porém, afirmou que continuará na disputa.

Racha no União Brasil

A manifestação evidencia o ambiente de tensão dentro do União Brasil após a convenção que definiu o apoio à reeleição de Otaviano Pivetta e impediu que Jayme Campos fosse escolhido como candidato ao Governo de Mato Grosso.

O episódio político e as declarações feitas na tribuna ocorrem em meio ao avanço das investigações da Operação Heritage, ampliando o desgaste entre grupos que já protagonizaram uma disputa interna pela definição dos rumos do partido nas eleições de 2026.

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