Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Júlio Campos pede retirada de votação sobre apoio a Pivetta

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) apresentou, nesta quinta-feira (30), uma questão de ordem durante a convenção estadual do partido para pedir a retirada da cédula de votação da proposta que prevê apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso.

A manifestação ocorreu no momento em que a legenda definia seu posicionamento para as eleições de 2026. A convenção reúne os convencionais para decidir entre o lançamento da candidatura própria do senador Jayme Campos ou o apoio ao projeto político de Pivetta, defendido pelo presidente estadual do União Brasil, o ex-governador Mauro Mendes. A disputa interna entre os dois grupos já vinha sendo marcada por divergências públicas nas últimas semanas.

Ao apresentar a impugnação, Júlio Campos sustentou que não existe um pedido formal de coligação protocolado pelo Republicanos dentro do prazo estabelecido pelas normas internas do União Brasil. Segundo o parlamentar, a proposta de apoio foi apresentada apenas por integrantes da própria legenda, sem manifestação institucional do partido que seria beneficiado.

"Não existe documento protocolado, dentro do prazo legal, perante o União Brasil, relacionado à proposta expressa de aliança ou de coligação por parte do Republicanos."

O deputado argumentou que a defesa do apoio a Pivetta decorre de uma iniciativa política de filiados do União Brasil e não de uma manifestação oficial do Republicanos.

"A manifestação referente ao eventual apoio ao candidato republicano decorre exclusivamente de iniciativa unilateral do filiado Mauro Mendes, inexistindo qualquer documentação de concordância ou manifestação institucional do partido beneficiado."

Durante a leitura da questão de ordem, Júlio afirmou que a ausência de uma proposta formal inviabiliza juridicamente a deliberação da convenção sobre o tema.

"Não estando configurado o objeto jurídico para deliberação, a proposta de apoio ao candidato republicano não deve constar na nossa cédula. Não deve constar na votação."

O parlamentar também citou o Estatuto do União Brasil, a Resolução nº 002/2026 da direção nacional e dispositivos da Constituição Federal para sustentar que a inclusão da matéria na votação violaria princípios da legalidade, da representação institucional e da segurança jurídica.

Segundo ele, o relatório elaborado pelo secretário-geral do partido, Gilmar Rocha, concluiu que não havia legitimidade para representação do Republicanos na formalização da proposta.

"A ausência de manifestação do Partido Republicanos impede o reconhecimento da coligação bilateral juridicamente constituída."

Ao final da manifestação, Júlio Campos pediu que a Mesa Diretora apreciasse imediatamente a questão de ordem antes da abertura da votação e retirasse da cédula qualquer deliberação sobre apoio ao Republicanos.

"Solicitamos que a convenção conheça e aprecie imediatamente esta questão de ordem, reconheça o dever da Mesa Diretora de exercer a admissibilidade das matérias submetidas à convenção e determine que somente sejam votadas as matérias regularmente constituídas."

A convenção do União Brasil foi convocada para definir as candidaturas majoritárias e proporcionais do partido nas eleições de 2026. A principal disputa interna envolve a candidatura própria do senador Jayme Campos ao Governo do Estado e a tese de aliança com Otaviano Pivetta, defendida pelo grupo liderado por Mauro Mendes.

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