Mato Grosso atingiu, neste ano, a marca de 7,4 milhões de hectares plantados na segunda safra de milho, consolidando mais uma vez sua posição como principal produtor do cereal no país. Os dados foram confirmados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária que confirmou que 100% da área prevista já foi semeada.
A área cultivada é semelhante à do ciclo anterior e reforça a força da safrinha no estado, mesmo diante de custos elevados e margens mais apertadas para o produtor.
O plantio seguiu o ritmo da média histórica, impulsionado pelas boas condições de umidade do solo e pelo avanço da colheita da soja, que liberou as áreas para a entrada das máquinas. Ainda assim, houve diferenças no calendário entre as regiões.
Segundo especialistas, as chuvas mais intensas registradas em fevereiro provocaram ajustes pontuais, principalmente nas regiões Sul e Oeste e acabou deslocando um pouco o calendário de plantio, mas não alterou o tamanho da área cultivada.
Produção concentrada no Médio-Norte
A maior parte da semeadura ocorreu dentro da janela ideal, especialmente no Médio-Norte, principal polo agrícola do estado. A região concentra cerca de metade da área plantada de milho, ao longo do eixo da BR-163.
Municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop lideram a produção e ajudam a sustentar o ritmo da safrinha. O início antecipado do plantio nessa região permite compensar eventuais atrasos na colheita da soja e manter o desempenho geral.
Mesmo com um cenário econômico mais desafiador, a área plantada apresentou leve crescimento. O avanço está ligado ao modelo produtivo adotado no estado, baseado na sucessão soja-milho.
Demanda interna fortalece cultura
A expansão das usinas de etanol de milho também tem impulsionado o cultivo no estado, ampliando a demanda interna e garantindo maior segurança ao produtor.
Produtividade depende do clima
A produtividade média projetada pelo IMEA é de 116 sacas por hectare, mas o resultado final ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas.