Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
MERCADO INTERNACIONAL

Mato Grosso responde por 57% das exportações brasileiras de milho na safra 24/25

Mato Grosso consolidou a liderança nas exportações brasileiras de milho durante a safra 2024/2025. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 42,38 milhões de toneladas do cereal ao longo do ciclo, volume 11,88% superior ao registrado na temporada anterior.

O resultado foi impulsionado pela maior oferta do produto no mercado interno e pela competitividade do milho brasileiro no cenário internacional. Entre os estados exportadores, Mato Grosso manteve a primeira posição, com 24,35 milhões de toneladas enviadas ao exterior, alta de 2,34% em relação à safra 2023/2024.

Com o desempenho, o Estado foi responsável por 57,48% de todo o milho exportado pelo Brasil no período, reforçando a importância da produção mato-grossense para o comércio global do cereal.

Egito lidera compras do milho mato-grossense

Os principais destinos do milho produzido em Mato Grosso foram Egito, Irã e Vietnã, que juntos importaram 11,29 milhões de toneladas durante a safra 24/25.

O Egito foi o maior comprador, com 5,43 milhões de toneladas adquiridas, crescimento de 40,37% na comparação com a temporada anterior.

Na sequência aparece o Irã, que comprou 3,10 milhões de toneladas, aumento de 25,44% em relação ao ciclo passado.

O Vietnã, terceiro principal destino, importou 2,76 milhões de toneladas, volume 9,61% menor que o registrado na safra anterior, mas manteve participação entre os principais mercados consumidores do milho mato-grossense.

Exportações da nova safra entram no radar

Com o encerramento dos embarques da safra 2024/2025, o mercado volta as atenções para o desempenho da temporada 2025/2026.

A expectativa do setor é de aceleração das exportações conforme avança a colheita e aumenta a disponibilidade do cereal para comercialização. O ritmo dos embarques deve influenciar a formação de preços, a logística de escoamento e a dinâmica do mercado interno nos próximos meses.

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