Mendes diz que decisão sobre Senado será tomada até 2 de abril: “Estou num processo de decisão"

O governador Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (3) que sua decisão sobre disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro deste ano não “vai passar” do próximo dia 2 de abril, prazo final para desincompatibilizações de cargos executivos, conforme determina a legislação eleitoral.
“Estou num processo de decisão, confesso a vocês, tenho andado muito por Mato Grosso, cumprindo um dever que eu tenho de me relacionar com as cidades, com os municípios, estou conversando com as lideranças políticas. Garanto a vocês que não vai passar do dia 2”, disse Mendes à imprensa.
“Eu analiso a minha vontade, a minha disposição de continuar na vida pública. Para mim, sempre foi um desafio. Uma vez, eu era prefeito de Cuiabá com uma excelente aprovação e deixei de ser candidato. Eu tinha problemas pessoais que eu precisava resolver, problemas familiares que naquele momento coloquei em primeiro lugar”, completou.
O dia 2 de abril é o prazo final para que ocupantes de cargos no Executivo — como presidente da República, governadores e prefeitos — renunciem aos mandatos caso queiram disputar um novo cargo nas eleições, conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, a prioridade segue sendo a gestão do Estado e a entrega de obras e projetos em andamento.
“Existe um deadline, ou seja, um tempo fatal, que é o dia 4 de abril, cai no final de semana, dia 3 que cai no feriado, portanto é dia 2 o último prazo para ter as desincompatibilizações daqueles que pretendem, estando no cargo executivo, disputar alguns dos cargos eletivos que teremos nas eleições de 26.”
Mais cedo, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Max Russi (PSD), afirmou durante entrevista na Rádio ALMT, que Mendes deixará o cargo no próximo dia 31, às 16h. Na ocasião, o vice, Otaviano Pivetta, (Republicanos), que é pré-candidato a governo do estado assume o cargo.
A decisão do governador mantém o suspense sobre a disputa ao Senado, enquanto ele percorre o Estado e avalia a viabilidade da candidatura, conciliando questões políticas e pessoais antes do prazo final.
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