O governador Mauro Mendes (UB), afirmou nesta quarta-feira (18) que não vê como preocupante a possibilidade de uma debandada de parlamentares do União Brasil, mesmo diante das dificuldades para montar uma chapa competitiva à Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.
A movimentação, que ganhou força nos bastidores após a chamada “janela partidária”, foi tratada por Mendes como algo natural do período. Segundo ele, trocas de partido fazem parte do processo eleitoral e não indicam, necessariamente, fragilidade da sigla.
“Já disse várias vezes que estou à disposição para ajudar a construir a chapa, mas não é minha obrigação ou função construir chapa de deputado estadual. Estou como um parceiro para ajudar e eles precisam fazer a parte deles”, declarou.
O governador revelou ainda que tem dialogado com os deputados da legenda e reforçou que aguarda iniciativas por parte deles.
“Vamos ver o que eles vão trazer. Essa conversa não é de agora”, afirmou, acrescentando que sua prioridade segue sendo a gestão do Estado até o fim do mandato.
A janela partidária — período em que políticos podem trocar de partido sem risco de perder o mandato — intensifica articulações e incertezas no cenário político, especialmente na formação de chapas proporcionais.
Mendes também reconheceu que o União Brasil enfrenta um desafio matemático para atrair novos nomes. Isso porque o partido já conta com quatro deputados estaduais com forte densidade eleitoral: Eduardo Botelho, Dilmar Dal'Bosco, Júlio Campos e Sebastião Rezende, todos com votações entre 30 mil e 40 mil votos.
Diante desse cenário, o próprio governador admite que a concorrência interna pode afastar possíveis pré-candidatos.
“Qualquer pré-candidato que olha para uma chapa dessas fala o quê? ‘Não tenho chance nenhuma’”, pontuou.
Apesar disso, Mendes evitou tratar o cenário como uma crise e reforçou que segue aberto ao diálogo para fortalecer a nominata do partido, mesmo diante das dificuldades típicas do período eleitoral.
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