Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
TABULEIRO POLÍTICO

Max descarta candidatura ao Governo e diz que Podemos definirá apoio entre Wellington e Pivetta

max russi - almt

O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, descartou nesta segunda-feira (3) qualquer possibilidade de disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano e afirmou que o partido definirá nos próximos dias qual grupo apoiará na disputa entre o senador Wellington Fagundes (PL) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão é considerada estratégica para o cenário eleitoral. Com a oficialização da aliança entre PL e MDB, o Podemos passou a ocupar posição central nas negociações políticas, sendo disputado pelos dois principais grupos que concorrem ao Palácio Paiaguás.

Segundo Max, a definição será construída em conjunto com as lideranças da legenda e os candidatos proporcionais, que cobram um posicionamento antes do encerramento das convenções partidárias.

"Eu tenho que ir amarrando, conversando, organizando, discutindo, até em virtude de ter 25 candidatos a deputado estadual e nove candidatos a deputado federal que estão me cobrando bastante isso em um partido do qual eu sou presidente", afirmou.

O parlamentar destacou que o partido pretende participar da construção da chapa majoritária e colaborar na definição dos espaços que caberão à legenda.

"Todo partido gostaria de participar da majoritária, indicar nomes e fazer essa construção política."

Podemos virou peça-chave da eleição

Com a disputa polarizada entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, o Podemos tornou-se uma das últimas siglas de peso ainda sem posicionamento definido.

A chapa de Wellington reúne o PL e o MDB, tendo como candidatos ao Senado José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB). Já Pivetta disputa a reeleição pelo Republicanos e conta com o apoio do União Brasil, que lançou o ex-governador Mauro Mendes para o Senado.

Max revelou que vem sendo procurado pelas duas frentes políticas.

"Eles estão atrás. O presidente nacional do PL, Valdemar, o presidente estadual do partido, Ananias Filho... Todo mundo me ligando. Vou conversar com eles porque querem muito o Podemos. Também fui chamado para conversar aqui no Palácio Paiaguás. Estou ouvindo todos."

Apesar das conversas, o presidente do Podemos afirmou que ainda não há definição sobre qual caminho será seguido.

Segundo ele, a composição das chapas ao Senado e as alianças que ainda estão sendo costuradas podem influenciar na decisão final da legenda.

Candidatura ao Governo está descartada

Nos bastidores, o nome de Max Russi passou a ser cogitado para disputar o Governo de Mato Grosso após o senador Jayme Campos (União Brasil) não conseguir viabilizar sua candidatura durante a convenção do partido.

O deputado confirmou que foi procurado por Jayme Campos e pela deputada estadual Janaína Riva para discutir o cenário político, mas afirmou que nunca considerou viável entrar na disputa de última hora.

"Eu não vou entrar numa disputa nos 45 do segundo tempo, sozinho, para formar um grupo e organizar uma campanha desse tamanho."

Para Max, uma candidatura ao Governo somente faria sentido caso houvesse uma construção política consolidada e consenso entre os principais grupos envolvidos.

"São candidatos que já estão trabalhando há muito tempo, construindo seus projetos e liderando pesquisas. Não é da minha forma de fazer política criar uma dissidência ou impor uma candidatura."

O parlamentar também descartou que as articulações atuais tenham relação com um projeto para 2030.

Max afirmou ainda que disputará a reeleição para a Assembleia Legislativa e indicou que este deverá ser seu último mandato como deputado estadual.

Convenção será decisiva

O futuro do Podemos será definido durante a convenção estadual da legenda, marcada para esta terça-feira (4), em Cuiabá.

Além de decidir qual candidatura ao Governo apoiará, o partido também deverá discutir possíveis indicações para a vaga de vice-governador e para suplências ao Senado, consolidando seu papel como uma das principais forças nas negociações da reta final das convenções eleitorais em Mato Grosso.

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