Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
POLÊMICA NA UFMT

Max Russi chama de “absurdo” e cobra punição após denúncia de lista de alunas “estupráveis” na UFMT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), classificou como “absurdo” a denúncia envolvendo a criação de uma suposta lista de alunas “estupráveis” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), caso que ganhou repercussão dentro e fora do ambiente acadêmico.

“É um absurdo. Não é aceitável que mulheres que estão realizando os seus sonhos e de suas famílias, estejam à mercê de uma violência gratuita”, afirmou o parlamentar durante sessão nesta quarta-feira (6).

Max Russi destacou ainda a gravidade do episódio por ocorrer em um ambiente de formação acadêmica. “Vocês imaginam abrir um site de notícias e ler que estudantes da UFMT, um ambiente de ensino, de formação de futuros profissionais, criaram uma lista de alunas ‘estupráveis’?”, questionou.

O deputado também reforçou que o caso exige apuração rigorosa e responsabilização. “Em um claro ato de descaso e normalização da violência, as mensagens foram divulgadas e rapidamente se espalharam pela comunidade acadêmica. Fica evidente que a conduta, extremamente grave, de caráter misógino e violento, é absolutamente incompatível com qualquer parâmetro ético, jurídico e humano”, disse.

Russi informou ainda que a Assembleia Legislativa vai acompanhar o caso por meio da Procuradoria da Casa e da Procuradoria da Mulher. “A violência começa assim, e quando você vê, uma fatalidade acontece. Nós vamos acompanhar esse caso de perto. Medidas urgentes precisam ser tomadas. As mulheres têm o direito de estar e fazer o que quiserem, e nós temos o dever de garantir esse direito”, completou.

UFMT afasta aluno e abre investigação

A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) determinou o afastamento preventivo de um estudante investigado por supostamente criar uma lista que classificava colegas com termos ofensivos e de conotação criminosa.

O caso teria surgido a partir de mensagens trocadas entre o aluno e amigos em aplicativos de conversa, que rapidamente passaram a circular em grupos e geraram forte repercussão dentro da universidade.

Inicialmente, a instituição informou que não havia afastamento, mas posteriormente confirmou a medida preventiva contra um dos investigados. A UFMT também instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

Segundo informações apuradas, o conteúdo das mensagens indicaria intenção de praticar violência sexual contra estudantes mencionadas na lista.

Nota da UFMT

Em comunicado oficial, a UFMT afirmou:

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica.

A Instituição reafirma seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro, ético, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas, especialmente no enfrentamento à violência de gênero.

Diante dos fatos recentemente divulgados, a Faculdade de Direito informa que já foram adotadas as providências cabíveis, com a instauração de procedimento administrativo disciplinar para a devida apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, nos termos da legislação vigente e das normas institucionais.”

O caso segue em investigação e já provocou protestos de estudantes dentro do campus, além de manifestações de entidades acadêmicas e da OAB-MT.

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