Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
RACHA NO PL

Medeiros defende união entre PL e Republicanos e cita composição entre 'Pivetta e Fagundes'; veja vídeo

Apesar do discurso de unidade, o movimento do parlamentar vem sendo interpretado nos bastidores do PL como mais uma tentativa de esvaziar a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.

JOSE MEDEIROS

O deputado federal José Medeiros voltou a defender uma composição entre o senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. A declaração foi dada nesta segunda-feira (18), durante entrevista à rádio Capital FM, em meio às articulações da direita mato-grossense para evitar um racha no partido.

“Creio que isso aí se ajeita. Por exemplo, digamos que o candidato fosse o Wellington, o Otaviano teria um espaço na chapa. Se o candidato for Otaviano, o PL teria um espaço na chapa”, afirmou Medeiros indicando que a chapa de Pivetta apoiaria sua candidatura ao Senado.

Apesar do discurso de unidade, o movimento do parlamentar vem sendo interpretado nos bastidores do PL como mais uma tentativa de esvaziar a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás. Nos últimos meses, Medeiros passou a atuar como uma das principais pontes entre o grupo político de Pivetta, o governador Mauro Mendes e a direção nacional do PL.

Em abril, Medeiros participou de uma articulação que reuniu Mauro Mendes, Pivetta e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro foi visto dentro do partido como um movimento para aproximar o Republicanos da cúpula bolsonarista nacional e construir um cenário favorável à candidatura de Pivetta ao governo estadual.

Aliados de Wellington avaliam que Medeiros vem atuando há meses para reduzir o espaço político do senador dentro da direita mato-grossense. A leitura no grupo é de que o deputado tenta concentrar forças em torno de Pivetta enquanto também fortalece seu próprio projeto eleitoral para uma das vagas ao Senado em 2026.

Atualmente, Wellington é o principal nome defendido pela ala bolsonarista do PL para a sucessão estadual. Já Pivetta conta com apoio do Republicanos e do grupo liderado por Mauro Mendes, do União Brasil, que busca manter influência no comando do Palácio Paiaguás após o fim do atual mandato. Mauro também é pré-candidato ao Senado pelo UB.

Mesmo com a tensão crescente entre os grupos, Medeiros insiste publicamente em uma composição entre PL e Republicanos.

“A forma de se ajeitar as alianças é geralmente assim, essas composições. Fulano indica isso, indica aquilo e se compõe. E se não der certo, cada um lança o seu e toca as duas candidaturas”, disse.

Nos bastidores, porém, integrantes do PL avaliam que o discurso de composição tem servido para pressionar Wellington a abrir mão da candidatura ao governo e aceitar uma rearrumação política dentro da direita.

Medeiros afirmou acreditar que o número de candidaturas deverá diminuir nos próximos meses com o avanço das negociações políticas.

“Tenho a impressão que aqui a tendência é os grupos diminuírem as candidaturas. Compor mais e ficar esquerda contra centro e direita”, disse.

Veja vídeo:

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