Medeiros pressiona PL e defende foco no Senado em meio a tensão com Wellington Fagundes

O deputado federal José Medeiros (PL), afirmou que a disputa pelo Senado deve ser tratada como prioridade no campo da direita em Mato Grosso e fez um apelo por maior unidade entre os grupos políticos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao RTBNews, Medeiros destacou que a fragmentação pode enfraquecer o projeto político da Direita e chegou a cita que o senador Wellington Fagundes (PL) não precisaria disputar o Governo do Estado.
“Se o Senado é prioridade, nós temos que ser prioridade ao Senado. O senador Wellington Fagundes não precisa ser candidato ao governo. Mas está bom, está colocado, é o direito dele", disse.
Segundo ele, a multiplicidade de candidaturas dentro do mesmo espectro ideológico pode comprometer as chances eleitorais.
“O que não pode é você enfraquecer esse projeto. A direita está concorrendo contra a própria direita”, disse.
O deputado revelou, inclusive, que levou o debate à cúpula nacional da legenda, incluindo o presidente Valdemar da Costa Neto, questionando a coerência da estratégia adotada em Mato Grosso.
A crítica central gira em torno da prioridade defendida por lideranças da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, de ampliar a representação no Senado — considerado peça-chave nas disputas políticas em Brasília.
Críticas a possíveis alianças e recados indiretos
Medeiros também endureceu o discurso ao comentar possíveis composições políticas, especialmente envolvendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que aparece como nome cotado para a disputa ao Senado.
Sem citar diretamente uma aliança formal, o parlamentar indicou resistência a nomes que, segundo ele, não estariam alinhados com pautas mais duras defendidas por seu grupo político.
“O que queremos é eleger senadores com posição firme, que tenham coragem de enfrentar temas sensíveis no Congresso”, disse.
“Eu tenho coragem de votar o impeachment do ministro Alexandre Moraes. Eu sei que a deputada Janaína não tem essa coragem de votar o impeachment de quem precisar. Mas ela tem o direito de ser candidata”, declarou.
O deputado também citou o governador Mauro Mendes, destacando o alinhamento político com Bolsonaro.
“O Mauro Mendes sempre apoiou o Jair Bolsonaro, apesar de divergências pontuais”, afirmou.
Medeiros ainda avaliou que decisões partidárias contribuíram para o atual cenário fragmentado. Segundo ele, o fortalecimento do Partido Liberal (PL) no estado acabou abrindo espaço para novas candidaturas ao Senado.
“Se o PL não tivesse crescido tanto, talvez hoje a direita estivesse mais unida. Eu mesmo me sinto um pouco culpado por isso”, disse.
Apesar das críticas, o parlamentar reconheceu o direito dos demais nomes de disputarem o pleito, mas reforçou a necessidade de convergência.
“Todos têm o direito de se candidatar, mas isso acaba prejudicando um projeto maior, que é termos um Senado forte”, concluiu.
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