Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Mendes minimiza polêmica de Moretto e defende projeto que barra políticos e familiares em contratos públicos

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) minimizou a repercussão de um vídeo em que o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) aparece afirmando que uma de suas empresas teria vencido uma licitação do Estado. O episódio ocorreu durante evento em Pontes e Lacerda, quando foram anunciados investimentos de quase R$ 250 milhões.

No vídeo, Moretto comemora os valores e, ao ser questionado pelo governador sobre quem havia vencido a licitação, responde: “Duas, a Agrimat e uma a minha”. A fala gerou críticas nas redes sociais, já que a Constituição Federal e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) proíbem que parlamentares ou familiares diretos participem de contratos com a administração pública.

Mendes classifica críticas como “narrativa”

Ao comentar o episódio, Mauro Mendes disse que não havia assistido ao vídeo, apenas visto comentários circulando nas redes sociais, e considerou que a repercussão decorre de interpretações distorcidas:

“Hoje a rede social é isso, a gente atravessa uma narrativa diferente, faz uma maldade e as pessoas compram isso”, afirmou o governador.

Mendes ressaltou que, segundo informações do Executivo, todos os processos licitatórios seguiram os trâmites legais.

“Pelo que eu ouvi, o governo não fez nada de errado. Eu nem conheço algumas empresas, não acompanho licitação. Do nosso lado está tudo certo”, completou.

Moretto diz que foi “vício de linguagem”

A assessoria do deputado tentou justificar a declaração como um “vício de linguagem”, afirmando que Moretto se desligou da empresa em novembro de 2018, antes de assumir o mandato, e que não possui mais vínculos societários. Segundo a nota, a expressão usada pelo parlamentar teria sido apenas um hábito da comunicação.

Projeto de lei reforça restrições a políticos e familiares

O episódio também trouxe à tona o projeto do deputado Valdir Barranco (PT), que prevê proibir a participação direta ou indireta de políticos e familiares até o terceiro grau em contratos públicos estaduais. A proposta inclui sanções para agentes públicos que autorizarem contratações em desacordo com a norma e exige declaração formal de inexistência de impedimentos.

O governador manifestou apoio à iniciativa e sugeriu que o projeto seja ampliado para abranger contratos de publicidade e veículos de comunicação, reforçando a transparência e o controle sobre os gastos públicos.

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