Mercado internacional mais rigoroso pressionam pecuária
O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina no mercado nacional, cenário que aumenta a necessidade de soluções para substituir aditivos tradicionais.

Agrolink
A ampliação das exigências sanitárias internacionais voltou a pressionar a pecuária brasileira a buscar alternativas produtivas alinhadas à segurança alimentar e à ausência de resíduos químicos. A recente restrição da União Europeia à importação de determinados produtos de origem animal do Brasil, motivada pela falta de garantias sobre o não uso de antimicrobianos, reforçou o debate sobre tecnologias capazes de manter produtividade e competitividade em mercados mais rigorosos.
O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina no mercado nacional, cenário que aumenta a necessidade de soluções para substituir aditivos tradicionais. Para o médico veterinário Cláudio Franco Real, do Grupo Real, a escolha dos protocolos produtivos passou a ser estratégica. Segundo ele, a homeopatia veterinária, pesquisada e aplicada há mais de quatro décadas pela empresa, pode contribuir para a produtividade e atender às novas demandas regulatórias.
“O anúncio deve ser lido como um sinalizador de que a busca pelo alimento seguro deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade mercadológica. A escolha dos protocolos produtivos e das tecnologias utilizadas na pecuária é cada vez mais estratégica”, comenta.
O desafio do setor, porém, vai além da substituição de insumos. A integração da nutrição animal aos sistemas de rastreabilidade passa a ser vista como etapa essencial, incluindo o controle sobre aditivos, suplementos e tecnologias utilizados durante todo o ciclo produtivo.
Para Cleisy Ferreira, doutora em Zootecnia, os aditivos homeopáticos já são uma realidade no campo, com aplicações em controle parasitário, reprodução, desempenho zootécnico e problemas de pele. Com as novas exigências, especialistas avaliam que o Brasil pode transformar o cenário em oportunidade, desde que avance em rastreabilidade e adoção de tecnologias compatíveis com mercados exigentes.
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