Mercedes pede revisão de resultado em Mônaco após Gasly reaver pódio

A Mercedes solicitou à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) um pedido de revisão do resultado do GP de Mônaco, disputado no dia 7 deste mês. O movimento da equipe alemã acontece após Pierre Gasly, da Alpine, ter obtido sucesso em um pedido anterior.
O francês cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, mas recebeu dez segundos de punição por excesso de velocidade no pit lane e caiu para sétimo, o que o tirou da cerimônia do pódio. Entretanto, a FIA considerou o pedido de revisão da Alpine válido, visto que a Formula One Management (FOM) apresentou evidências de que o método de verificação das velocidades no pit lane tinha imprecisões.
Na sexta-feira (12), a FIA decidiu suspender as punições de Pierre Gasly, o que devolveu o francês ao pódio, no lugar de Isack Hadjar, da Red Bull. A imprecisão não necessariamente significava que Gasly estava abaixo da velocidade de 60 km/h, o limite máximo no pit lane, mas a entidade refez os cálculos com as novas informações disponíveis e concluiu que a penalidade dada ao piloto foi incorreta.
Contudo, Pierre Gasly não foi o único a receber penalidades de tempo em Monte Carlo, e George Russell, da Mercedes, está nessa lista.
Depois de receber a punição de tempo durante a corrida, Russell entrou nos boxes para a troca de pneus durante um safety car. O britânico deveria ter cumprido a penalidade de cinco segundos naquele momento, mas a Mercedes não realizou o procedimento – o que gerou um drive through penalty, punição em que o piloto precisa passar novamente pelos boxes.
A punição fez Russell cair do terceiro para o 12º lugar, e o britânico terminou a prova fora da zona de pontuação. De quebra, George ainda viu o companheiro de equipe Kimi Antonelli vencer, ampliando a vantagem na luta pelo título.
Quando a Alpine pediu a revisão da punição de Gasly, uma das condições para que a solicitação fosse atendida era de que existissem elementos relevantes e indisponíveis anteriormente para análise. A informação dada pela FOM sobre a imprecisão no método de verificação só foi disponibilizada na quarta-feira (10), três dias após a prova em Mônaco.
Essa condição vale para qualquer pedido de revisão. No caso de Russell, a Mercedes alega que a imprecisão relata pela FOM e a decisão a favor de Gasly representam novas evidências.
Apesar disso, o chefe de equipe Toto Wolff não acredita que deve ter sucesso na ação, mas decidiu entrar com o pedido de revisão ainda assim.
– Nós escrevemos para a FIA para ter um pedido de revisão também. Para ser sincero, não sei se esse é um desfecho realista, porque você pode abrir uma caixa de pandora – disse à "Sky Sports".
– Normalmente, se você tem um drive through penalty e não o cumpre, são 20 segundos (adicionados ao fim da prova), e esses 20 segundos botariam o George em 4º. Mas quais são as outras consequências? Eu não acho que isso vai funcionar com os juízes, mas temos que fazer isso para beneficiar o George – acrescentou.
Além da Mercedes, a McLaren e a Red Bull vão recorrer e devem levar o caso à Corte Internacional de Apelação (ICA) do esporte a motor.
Relacionadas

Safety Car da Fórmula 1 ganha pintura especial de Relâmpago McQueen no GP da Itália

Rubens Barrichello e Sebastian Vettel pilotam F2002 em homenagens a Michael Schumacher; veja

F1 volta das férias com novo piloto na Red Bull e Antonelli mirando título

Honda detalha mudanças em motor da Aston Martin para o GP da Holanda

Verstappen cita "choque" com 2º lugar na Hungria: "Como acabei nessa posição?"

