Milho reage no dia, mas semana revela cenário preocupante

O mercado de milho apresentou comportamento misto ao longo dos últimos dias, refletindo fatores internos e externos que influenciam a formação de preços e o ritmo de negócios no país. Segundo a TF Agroeconômica , a B3 encerrou o último pregão com leve alta, mas acumulou queda na semana diante de um mercado físico travado e da desaceleração sazonal das exportações.
O suporte pontual veio do dólar, embora a volatilidade no cenário internacional, marcada por tensões geopolíticas, mantenha os investidores cautelosos. No período, a média Cepea recuou 0,85%, enquanto a moeda norte-americana caiu 0,11%. Já os contratos futuros registraram perdas mais expressivas na semana, com destaque para o vencimento maio/26.
No mercado físico, a liquidez segue limitada em diferentes estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança de forma irregular, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e média estadual em queda. A produtividade apresenta forte variação, impactada por problemas climáticos ao longo do ciclo.
Em Santa Catarina, o principal entrave continua sendo a distância entre preços de compra e venda, o que restringe os negócios mesmo diante de maior interesse comprador. Situação semelhante ocorre no Paraná, onde ajustes positivos nas cotações não foram suficientes para destravar o mercado.
Além disso, a consultoria afirmou que, no Mato Grosso do Sul, após quedas recentes, os preços ensaiam recuperação, sustentados pela demanda do setor de bioenergia. Ainda assim, o ambiente permanece competitivo, com negociações pontuais e atuação seletiva dos compradores.
(Com informações Agrolink)
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