Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
"DESSE MAL EU NÃO MORRO"

Moretti diz não temer investigação no DAE e aponta ex-gestores como responsáveis por eventuais irregularidades

O processo teve origem após auditoria técnica realizada em agosto do ano passado por um perito contratado pelo próprio DAE/VG, que identificou inconsistências em sistemas internos, divergências em dados de faturamento e registros considerados atípicos em cortes e religações de água. Há ainda suspeitas de chamadas “religações fantasmas”, que poderiam ter gerado pagamentos indevidos de produtividade.

FLÁVIA MORETTI

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não teme a investigação autorizada pela Justiça que apura supostas irregularidades no Departamento de Água e Esgoto do município (DAE/VG). O caso foi instaurado a pedido do Ministério Público de Mato Grosso, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, e autorizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

A apuração, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), teve início após indícios de possíveis crimes como peculato, fraude administrativa e manipulação de sistemas públicos.

A decisão judicial também considerou relatórios técnicos e elementos reunidos em fase preliminar da investigação. Em declaração à imprensa, a prefeita minimizou o impacto do inquérito.

“Super tranquila. Desse mal eu não morro. Que se abra a investigação. Meus advogados tinham uma estratégia de recorrer, mas não tenho problema nenhum”, afirmou.

O processo teve origem após auditoria técnica realizada em agosto do ano passado por um perito contratado pelo próprio DAE/VG, que identificou inconsistências em sistemas internos, divergências em dados de faturamento e registros considerados atípicos em cortes e religações de água. Há ainda suspeitas de chamadas “religações fantasmas”, que poderiam ter gerado pagamentos indevidos de produtividade.

O Ministério Público também menciona áudios que indicariam possíveis irregularidades internas, incluindo pagamentos suspeitos, problemas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e possível acesso indevido a informações sigilosas.

A prefeita afirmou que só passou a acompanhar diretamente o DAE após a troca de comando da autarquia, com a nomeação de Rogério de França Martins para a presidência.

“DAE é uma autarquia, quem assina pelo DAE é o presidente. Eu só peguei a chave quando troquei o presidente. Agora acompanho de perto”, disse.

Flávia também destacou que eventuais responsabilidades sobre períodos anteriores devem ser atribuídas a gestores e servidores que atuaram na autarquia antes da atual gestão.

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