Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
TRAGÉDIA NA BR-364

Motorista morre após acidente que matou filha de 3 anos e namorada em Jangada

Bruno Arnold, de 30 anos, estava internado no Hospital Municipal de Cuiabá desde a colisão, ocorrida em 1º de setembro; com a morte dele, acidente passa a ter três vítimas fatais

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O motorista Bruno Arnold, de 30 anos, morreu nesta quarta-feira (9), oito dias após o grave acidente que matou a filha dele, Liz Antonella Lemes Arnold, de 3 anos, e a namorada, Jamilly Gabriele Fonseca Tisott, de 18 anos, na BR-163/364, em Jangada, a cerca de 80 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com informações apuradas pela equipe do Mega Diário, Bruno estava internado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) desde o dia do acidente. Na manhã desta quarta-feira não resistiu às complicações do feridos durante o acidente e morreu. 

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A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) foi acionada para os procedimentos de liberação do corpo.

O acidente aconteceu por volta das 11h40 do dia 1º de setembro, no km 584 da rodovia, em um trecho de convergência com a BR-163. Bruno conduzia uma Chevrolet S10 LTZ, que também era ocupada por Jamilly e pela filha dele.

Segundo a versão apresentada inicialmente pela investigação, o caminhão Mercedes-Benz envolvido na ocorrência teria invadido a pista contrária durante uma manobra de ultrapassagem em local proibido. A roda dianteira direita do veículo de carga atingiu a região do farol dianteiro da S10.

Com o impacto, a caminhonete saiu da pista e bateu contra um barranco às margens da rodovia. Jamilly e Liz morreram ainda no local. Bruno foi socorrido em estado grave, levado inicialmente para atendimento em Jangada e posteriormente transferido para o HMC, em Cuiabá.

Caminhoneiro apresentou outra versão

O motorista do caminhão, Reinaldo Nazaro Nora, de 65 anos, foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante pela Polícia Civil. A prisão ocorreu após a investigação apontar, inicialmente, que ele teria realizado uma ultrapassagem em local proibido e invadido a pista contrária.

Em depoimento, porém, Reinaldo negou ter feito a manobra irregular. Segundo relatos divulgados após o interrogatório, ele afirmou que chovia no momento do acidente e que a pista estava molhada. O caminhoneiro disse que perdeu parcialmente o controle do veículo depois que uma carreta que seguia à frente também teria deslizado.

As duas versões passaram a ser consideradas na apuração. Enquanto a investigação aponta uma possível invasão da pista contrária durante uma ultrapassagem proibida, o motorista sustenta que o caminhão perdeu aderência por causa das condições da pista e que a colisão foi involuntária.

Após a prisão em flagrante, Reinaldo passou por audiência de custódia e recebeu liberdade provisória. A decisão foi tomada pela Justiça após pedidos nesse sentido apresentados pelo Ministério Público e pela defesa. Ele ficou sujeito a medidas cautelares e não foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica.

Com a morte de Bruno, a investigação passa a apurar as circunstâncias da colisão considerando a morte dos três ocupantes da caminhonete. A responsabilização criminal, contudo, ainda depende do andamento da investigação e da análise das versões e demais elementos reunidos no caso.

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