Oferta, clima e demanda ditam o ritmo dos mercados de açúcar e etanol

Os mercados de açúcar e etanol atravessam o início de julho sob influência de fatores distintos de oferta, clima e demanda, que mantêm a atenção dos agentes sobre os próximos movimentos dos preços. Segundo análise da StoneX, o açúcar bruto passou por uma correção após o forte rali recente, enquanto o etanol sofreu pressão com a retomada da moagem no Centro-Sul brasileiro.
No açúcar, os preços permaneceram em torno de 15 centavos de dólar por libra-peso, sustentados pelas perspectivas climáticas negativas em importantes regiões produtoras. As monções na Índia continuam registrando volumes de chuva abaixo da média histórica, ao mesmo tempo em que a produção de beterraba na Europa enfrenta quebra, fatores que dão suporte às cotações.
Por outro lado, a oferta relativamente confortável no Centro-Sul do Brasil e o volume ainda disponível para fixações pelas usinas limitam avanços mais expressivos. Nesse cenário, os fundamentos seguem construtivos, mas o mercado demonstra buscar uma consolidação após a valorização recente.
No etanol, o início de julho foi marcado por queda, refletindo a retomada da moagem no Centro-Sul após as chuvas que restringiram temporariamente a produção em junho. Com a normalização das operações e maior disponibilidade do produto, as distribuidoras mantêm uma postura defensiva e concentram as compras na reposição imediata.
Apesar da pressão de curto prazo, as perspectivas para a demanda continuam positivas diante da retirada gradual da subvenção sobre a gasolina A e da expectativa de aprovação do E32. Em São Paulo, a paridade entre etanol e gasolina permanece próxima de 59%, preservando ampla vantagem econômica para o biocombustível nos veículos flex.
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