Pablo Marçal declara R$ 7,4 bilhões ao TSE e vira alvo de reação nas redes: “É mais fácil o Brasil roubar o Pablo Marçal”
Candidato do PRTB afirma que valor está errado e pediu correção; patrimônio informado é 43 vezes maior que o declarado em 2024

A declaração de R$ 7,4 bilhões em bens apresentada por Pablo Marçal (PRTB) à Justiça Eleitoral provocou forte repercussão nas redes sociais. O valor é cerca de 43,8 vezes maior que os R$ 169,5 milhões declarados pelo empresário em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo.
Marçal, porém, afirma que o valor está errado e que já pediu a correção das informações. Até esta segunda-feira (17), o novo patrimônio não havia sido divulgado, enquanto os R$ 7,4 bilhões continuavam associados ao registro eleitoral.
A declaração chama atenção também pela composição. Cerca de R$ 6,8 bilhões estão registrados em aplicações de renda fixa, descritas como CDB/RDB, o equivalente a aproximadamente 92% do patrimônio informado.
A diferença entre os dois registros repercutiu rapidamente e viralizou nas redes sociais. O comediante Maurício Meirelles ironizou o tamanho do patrimônio e questionou se Marçal teria entendido corretamente o preenchimento da declaração.
“Eu não sei se ele entendeu o que era pra preencher e colocou o PIB do país, mas são 7 bilhões.”
“É mais fácil o Brasil roubar o Pablo Marçal do que o Marçal roubar o Brasil.”
O comentário continuou em tom de humor: “E a gente achando que o dinheiro do país estava no pré-sal, mas estava no Marçal.”
“Ele cresceu de 170 milhões em 2024 para 7,5 bilhões. São 7,3 bilhões em dois anos.”
“Maluco, o Coldplay não fatura isso no mundo. O Michael Jackson, que todo mundo viu o filme, que bateu todos os recordes, faturou 5 bilhões de reais no planeta Terra. Pablo Marçal, 7.”
Outro ponto que chamou atenção na declaração foi a concentração do patrimônio em renda fixa. Dos R$ 7,4 bilhões informados por Marçal, aproximadamente R$ 6,8 bilhões estão registrados em aplicações de CDB/RDB, o que representa cerca de 92% do patrimônio declarado.
A composição levou comediante a questionar, em tom irônico, como as escolhas financeiras pessoais de um candidato poderiam se relacionar com as decisões econômicas que ele teria de tomar caso chegasse à Presidência.
“Fora que 90% do dinheiro do Marçal tá aplicado em renda fixa. Você confia que ele vai abaixar os juros?”
A provocação faz referência direta ao impacto da taxa Selic sobre investimentos de renda fixa. Em geral, juros mais altos aumentam a remuneração de aplicações dessa natureza, enquanto uma redução da Selic tende a diminuir os rendimentos de novos investimentos atrelados às taxas de juros.
A partir daí, o comentário deixou de lado a comparação e apresentou um critério pessoal para escolher o candidato à Presidência a partir da declaração de bens.
“Então eu decidi que o meu candidato vai ser pela declaração de renda. Vou votar, portanto, no candidato que tiver mais ações de empresas brasileiras. Porque isso sim é acreditar no Brasil. Usem o mesmo critério.”
Candidatura incerta
O caso também ocorre em meio à situação jurídica da candidatura de Marçal, que foi declarado inelegível por decisões relacionadas à eleição municipal de 2024. Uma liminar permitiu sua filiação ao PRTB e o registro da candidatura, mas a situação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
Por enquanto, a pergunta que permanece é simples: se os R$ 7,4 bilhões estão errados, qual é o patrimônio real que Pablo Marçal vai apresentar à Justiça Eleitoral?
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