Patrimônio de Carlos Fávaro cresce 421% em seis anos; veja o que ele declarou

O candidato à reeleição ao Senado por Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 2.044.103,44 para as eleições de 2026. O valor representa um aumento de 421,4% em relação aos R$ 392.040,28 declarados pelo senador na eleição suplementar de 2020, quando foi eleito para ocupar a cadeira no Senado até o fim do atual mandato.
Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações é de R$ 1.652.063,16. O patrimônio informado em 2026 corresponde a aproximadamente 5,2 vezes o valor declarado seis anos atrás.
A maior parcela do patrimônio declarado atualmente está concentrada em uma ação de repetição de indébito referente a quatro cédulas rurais, em tramitação na comarca de Assis, no Tribunal de Justiça de São Paulo. O direito informado foi declarado pelo valor de R$ 1.726.668,26.
Fávaro também declarou R$ 257.896,34 em quotas equivalentes a 6,79% da Cooperbio (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Luverdenses).
A lista inclui ainda R$ 28.747,34 em outras aplicações e investimentos no Banco do Brasil e R$ 5.291,50 mantidos em conta corrente na instituição.
Entre os imóveis declarados estão 750 hectares de terra nua da Fazenda Atlântica, em Sinop, informados pelo valor de R$ 19,5 mil. O senador também declarou um terreno de 252 metros quadrados em Ponta do Jacques, em Piçarras (SC), avaliado em R$ 6 mil.
Eleição de 2020
Carlos Fávaro foi eleito senador por Mato Grosso na eleição suplementar realizada em 2020, com aproximadamente 26% dos votos válidos. O pleito ocorreu para preencher a vaga deixada pela cassação da então senadora Selma Arruda.
Em 2026, Fávaro deixou o cargo de ministro da Agricultura e Pecuária para disputar novamente uma cadeira no Senado por Mato Grosso.
A declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral integra os registros exigidos para o registro de candidatura e permite a comparação entre o patrimônio informado pelo candidato em diferentes eleições.
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