PL injeta R$ 4,94 milhões na campanha de Wellington Fagundes na disputa por MT

O Partido Liberal injetou R$ 4,94 milhões na campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso, tornando o partido o principal responsável por abastecer o caixa eleitoral do candidato neste início da disputa. O valor representa mais de 92% dos R$ 5,346 milhões já declarados pela campanha em receitas.
Do montante destinado pelo partido, R$ 4,8 milhões saíram da Direção Nacional do PL, enquanto outros R$ 140 mil foram repassados pelo diretório estadual da legenda em Mato Grosso. Na prática, a maior parte dos recursos que Wellington tem à disposição para disputar o Palácio Paiaguás veio da própria estrutura partidária.
A diferença entre o dinheiro recebido do PL e as demais fontes de arrecadação também evidencia o peso do aporte. As doações de pessoas físicas somam cerca de R$ 356 mil, enquanto o candidato declarou outros R$ 50 mil em recursos próprios.
Entre os maiores doadores individuais estão Rubens Pereira Fagundes, que destinou R$ 100 mil à campanha; Jean Carlos Lopes Lino, com R$ 80 mil; Rodolfo Pereira Fagundes, R$ 70 mil; e Clotildes Fagundes Duarte, R$ 50 mil. Eduardo Pacheco e Souza da Silva contribuiu com R$ 36 mil, e Robson Pereira Fagundes, com R$ 20 mil.
Dinheiro começa a virar estrutura de campanha
Apesar do volume milionário já recebido, a campanha ainda contratou pouco mais de R$ 393 mil em despesas. Desse total, R$ 138 mil foram efetivamente pagos até o momento.
Os primeiros gastos indicam onde a campanha começa a concentrar esforços. A publicidade por materiais impressos soma R$ 141,4 mil em despesas contratadas. O impulsionamento de conteúdos na internet aparece logo depois, com R$ 138 mil, seguido pela publicidade por adesivos, com R$ 114,1 mil.
O dinheiro, portanto, ainda está majoritariamente no caixa da candidatura, enquanto a campanha começa a transformar os recursos recebidos em material de divulgação e presença eleitoral.
Wellington disputa o Governo pela coligação “Coração da Gente”, formada por PL, MDB, NOVO e pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).
Para o primeiro turno, a candidatura tem limite legal de gastos de R$ 7,1 milhões. Em caso de segundo turno, o teto estabelecido é de R$ 3,5 milhões.
Até a atualização da prestação de contas, os candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos), Natasha Slhessarenko (PSD), Sargento Laudicério (Agir), Rafaell Millas (Missão) e Maurício Coelho (Mobiliza) não haviam declarado recebimento de recursos do fundo partidário.
Os valores são os declarados à Justiça Eleitoral e podem sofrer alterações conforme novas receitas e despesas sejam registradas ao longo da campanha.
Relacionadas

Flávio Bolsonaro pede que MT eleja Medeiros ao Senado e defende impeachment de ministros do STF

Balbinotti diz que Wellington não foi convidado para lançamento da campanha de Medeiros; veja vídeo

Mendes lidera pesquisa para o Senado em MT com 52,3%; Janaina tem 32,4% e Medeiros, 23,1%

Medeiros acusa Moraes de interferência eleitoral após decisão sobre propaganda

Thiago Silva reúne cerca de mil pessoas e recebe apoio em Várzea Grande

