Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
OPERAÇÃO DARK ROUTE

Polícia apreende R$ 100 mil e bloqueia carros de luxo ligados à ‘Tropa do Batman’ em MT

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A Polícia Civil apreendeu cerca de R$ 100 mil em dinheiro e sequestrou cinco veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão durante a Operação Dark Route, que investiga a estrutura da chamada “Tropa do Batman”, ligada ao faccionado Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como liderança do Comando Vermelho e foragido da Justiça de Mato Grosso.

Entre os veículos alvo do sequestro estão um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. Segundo a investigação, os automóveis circulavam entre integrantes do grupo no eixo Mato Grosso-Rio de Janeiro e, em alguns casos, estavam registrados em nome de terceiros, embora fossem utilizados por pessoas próximas à liderança.

Para a Polícia Civil, os veículos faziam parte da estrutura utilizada pelo grupo para deslocamento, logística, ostentação e ocultação de patrimônio. O bloqueio dos bens integra a estratégia de descapitalização da organização criminosa.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com cumprimento de mandados em Várzea Grande e no Rio de Janeiro.

Estrutura entre Mato Grosso e Rio

De acordo com as investigações, o grupo mantinha uma estrutura no Rio de Janeiro usada como ponto de apoio para foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes armados e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.

Parte dos investigados estaria instalada no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Civil, a estrutura funcionava como uma espécie de base para proteção e articulação do grupo, mantendo conexões com as atividades criminosas desenvolvidas em Mato Grosso.

Os investigadores também identificaram a atuação de integrantes na movimentação financeira, no suporte logístico e na ocultação de patrimônio.

A apuração aponta ainda que o grupo tinha acesso a armamento de alto poder de fogo. Integrantes foram identificados, segundo a Polícia Civil, portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de haver registros relacionados à guarda e ao deslocamento de armas e munições.

Operador financeiro foi preso no Rio

Um dos alvos da operação, Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco”, já havia sido preso no Rio de Janeiro na quinta-feira (20), antes da deflagração da fase ostensiva. Segundo a investigação, ele é apontado como operador financeiro da facção em Mato Grosso.

Guilherme foi localizado depois de deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.

Outros dois alvos foram presos em Várzea Grande durante o cumprimento das ordens judiciais.

Já Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, considerado o principal alvo da investigação, não foi localizado. Ele está foragido desde 2024 e, conforme a Polícia Civil, continuaria atuando por meio de operadores financeiros, integrantes armados, familiares e outras pessoas ligadas à estrutura criminosa.

Batman foi condenado a 13 anos de prisão, em fevereiro de 2024, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em setembro daquele ano, segundo as informações da investigação, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica durante uma saída autorizada e fugido para o Rio de Janeiro.

Quem são os investigados

Além de Batman e Guilherme Moura da Silva, a investigação cita Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”; Josiel Raimundo Fernandes, o “Xuxu” ou “Hane”; Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido como “Chorão” ou “Delícia”; César Augusto Ramalho; Jerremy Valério Araújo; Luis Fernando Silva Oliveira, o “Frajola”; Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”; e Kayo Fernando Pereira da Cunha.

Segundo a Polícia Civil, todos são apontados como integrantes da estrutura ligada a Batman.

Ao todo, a Operação Dark Route cumpre nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco medidas de sequestro de veículos. As ordens foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

A investigação busca atingir não apenas os integrantes apontados como executores das atividades criminosas, mas também os braços financeiro, operacional e patrimonial responsáveis pela manutenção da estrutura do grupo.

Veja vídeo:

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