PP e União Brasil não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais

g1
A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Sem uma aliança nacional, a tendência é que os diretórios estaduais das legendas tenham liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente em cada estado.
A decisão foi influenciada por desgastes na relação entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses, além da pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
A federação partidária reúne duas ou mais siglas, que passam a atuar nacionalmente de forma conjunta durante, no mínimo, quatro anos.
A federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (União Progressista) não deve apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Sem uma aliança nacional, a tendência é que os diretórios estaduais das legendas tenham liberdade para apoiar o candidato que considerarem mais conveniente em cada estado.
A decisão foi influenciada por desgastes na relação entre Flávio e dirigentes da federação nos últimos meses, além da pressão de lideranças estaduais pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.
A federação partidária reúne duas ou mais siglas, que passam a atuar nacionalmente de forma conjunta durante, no mínimo, quatro anos.
Além desses episódios, os presidentes dos partidos receberam, desde o início do ano, pedidos de filiados para que a federação mantivesse neutralidade na disputa presidencial. O principal argumento é regional: deputados, especialmente do Nordeste, avaliam que um apoio formal a Flávio poderia prejudicar candidaturas locais em estados onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral.
Apesar da decisão de não embarcar nacionalmente na campanha de Flávio Bolsonaro, o Progressistas pretende liberar seus diretórios estaduais para definir os apoios locais.
Disputa ao Senado
O Progressistas em São Paulo vai apoiar Flávio. Integrantes do PP avaliam que o apoio ao bolsonarista é importante para fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado.
Na avaliação de dirigentes da legenda, enquanto o pré-candidato do PL ao Senado em São Paulo, André do Prado, conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), caberia a Flávio concentrar esforços para impulsionar a candidatura de Derrite.
Em 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado — o equivalente a dois terços da Casa. Cada um dos 26 estados e o Distrito Federal elegerá dois senadores para mandatos de oito anos.
Pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira (6) mostra Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (PSB) tecnicamente empatadas na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, com 18% e 16% das intenções de voto, respectivamente. Marina também aparece em empate técnico com Ricardo Salles (Novo), que tem 13%.
Na sequência aparecem André do Prado (PL), com 11% das intenções de voto, e Guilherme Derrite (PP), com 10%.
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