Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
MERCADO INTERNACIONAL

Preços do algodão caem na Bolsa de Nova York e mercado mantém viés de baixa

algodao

Os preços do algodão voltaram a recuar no mercado internacional e reforçaram a tendência de baixa observada nas últimas semanas. O contrato da pluma com vencimento em dezembro de 2026, negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures), caiu 1,22% na comparação semanal, encerrando o período cotado, em média, a 77,55 centavos de dólar por libra-peso, conforme aponta o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

De acordo com o instituto, o movimento foi impulsionado principalmente pela melhora das condições de estiagem nos Estados Unidos. O cenário elevou as expectativas para o desenvolvimento da safra norte-americana e aumentou a perspectiva de uma oferta global mais robusta de pluma, pressionando as cotações internacionais.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização foi a queda dos preços do petróleo. Com a commodity em patamares mais baixos, fibras sintéticas, como o poliéster, tornam-se mais competitivas em relação ao algodão, reduzindo a atratividade da fibra natural para a indústria têxtil e ampliando a pressão sobre os contratos futuros.

Esse movimento também foi observado no mercado do poliéster, cujo preço registrou retração de 3,64% na comparação semanal, fechando com média de 39,12 centavos de dólar por libra-peso.

Os reflexos da desvalorização também chegaram ao mercado brasileiro. A paridade de exportação para dezembro de 2026 recuou 0,02%, ficando cotada a R$ 133,13 por arroba, enquanto o indicador Cepea apresentou queda de 1,44% na semana.

Em Mato Grosso, maior produtor de algodão do país, a colheita da safra 2025/26 começa a ganhar ritmo, enquanto produtores acompanham atentamente o comportamento das cotações internacionais, que servem de referência para a comercialização da pluma.

Na avaliação do Imea, o mercado deve permanecer pressionado no curto prazo. A expectativa de maior oferta global, aliada à competitividade das fibras sintéticas, reduz as perspectivas de uma recuperação expressiva dos preços do algodão nas próximas semanas.

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