Prefeito de Sorriso se manifesta após operação da PF e lembra absolvição na Justiça Eleitoral
Em nota, o advogado Rodrigo Ciryneu destacou que o prefeito já foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de caixa dois.

O prefeito de Sorriso, Alei Fernandes (União Brasil), afirmou por meio de sua defesa ter sido surpreendido com a deflagração da terceira fase da Operação Rustius, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6). A nova etapa da investigação apura supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024.
Em nota, o advogado Rodrigo Ciryneu destacou que o prefeito já foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de caixa dois. Segundo ele, na ocasião o Judiciário entendeu que não havia provas suficientes para sustentar as alegações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pelo então candidato derrotado Leandro Carlos Damiani, adversário de Alei na disputa municipal.
A defesa também apontou estranheza com a nova fase da operação, ressaltando que o inquérito policial já havia sido concluído e aguarda manifestação do Ministério Público. “Nesse contexto, a defesa foi surpreendida com a deflagração de uma chamada terceira fase da operação policial, mesmo após a conclusão do inquérito”, afirmou o advogado.
Ciryneu informou ainda que até o momento não teve acesso aos autos do processo, o que, segundo ele, impede compreender os fundamentos da nova medida. De acordo com a nota, assim que a defesa tiver acesso ao conteúdo da investigação, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis, mantendo respeito às instituições e ao Poder Judiciário.
Na operação desta quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, além de determinar bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras e o sequestro de bens até o limite de R$ 608 mil. A investigação apura possíveis práticas de caixa dois, abuso de poder econômico e irregularidades na movimentação de recursos durante a campanha eleitoral.
No ano passado, a investigação resultou no indiciamento de 23 pessoas, sendo 21 por omissão ou inserção de informações falsas na prestação de contas da campanha, prática conhecida como caixa dois. Também houve indiciamentos por crimes contra o sistema financeiro nacional e contra a economia popular relacionados à concessão irregular de empréstimos.
O caso ganhou repercussão ainda durante o período eleitoral de 2024, quando R$ 300 mil foram apreendidos com Nei Frâncio, apoiador do prefeito, às vésperas do pleito. A investigação segue em análise pelo Ministério Público.
Veja nota:
A defesa do prefeito Alei Fernades manifesta-se a respeito da terceira fase da Operaçãos Rustius.
Inicialmente, é importante destacar que o prefeito já foi absolvido pela Justiça Eleitoral da acusação de caixa dois. Na ocasião, a Justiça Eleitoral concluiu que não havia provas suficientes, para sustentar as alegações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pelo candidato derrotado Leandro Carlos Damiani.
O Ministério Público, no entanto, apresentou recurso, e o inquérito foi posteriormente finalizado, encontrando-se atualmente aguardando manifestação do Ministério Público.
Nesse contexto, a defesa foi surpreendida com a deflagração de uma chamada terceira fase da operação policial, mesmo após a conclusão do inquérito.
Até o momento, a defesa ainda não teve acesso aos autos do processo.
Assim que esse acesso for concedido, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis, sempre em pleno respeito às instituições e ao Poder Judiciário.
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