Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Racha no PL: Ananias abre procedimento contra Cláudio Ferreira e Flávia Moretti por apoio a Pivetta

Ananias Filho diz que Cláudio Ferreira e Flávia Moretti foram convidados a deixar o partido e anuncia mudanças nos diretórios de Rondonópolis e Várzea Grande

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou nesta quarta-feira (2) que a legenda está abrindo procedimentos que podem levar à expulsão de prefeitos do partido que decidiram pedir votos para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição. Entre os alvos estão Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Flávia Moretti, de Várzea Grande, que declararam apoio ao governador na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Além de anunciar a abertura dos procedimentos, Ananias afirmou que os dois prefeitos já foram convidados a deixar o PL. A reação ocorre porque o partido lançou o senador Wellington Fagundes (PL) como candidato ao Governo de Mato Grosso e passou a cobrar dos filiados alinhamento com a candidatura.

Como consequência do posicionamento dos prefeitos, a direção estadual decidiu também mudar os comandos municipais da legenda nas duas cidades. Em Rondonópolis, o deputado federal Rodrigo da Zaeli deverá assumir a presidência do PL no lugar de Cláudio Ferreira. Em Várzea Grande, o médico Farina Alencar deverá substituir Flávia Moretti no comando municipal.

A decisão expõe a divisão dentro do PL em Mato Grosso às vésperas da eleição de 2026. Enquanto a direção estadual defende a candidatura de Wellington Fagundes, prefeitos eleitos pela própria legenda passaram a apoiar Pivetta, que disputa a reeleição pelo Republicanos.

Ananias afirmou ainda que o partido iniciou um levantamento de filiados que declararam apoio a candidatos de outras siglas. Segundo ele, a situação de cada integrante será analisada e poderá resultar na abertura de novos procedimentos internos.

Ao justificar a reação da direção estadual, o presidente do PL criticou integrantes que, segundo ele, utilizaram a estrutura partidária para conquistar espaço político e posteriormente passaram a apoiar um projeto diferente daquele defendido pela legenda.

“Quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando. Mas ele que usou toda a estrutura do partido, recebeu recurso público, que é público, mas que é destinado por delegação aos partidos, ele deveria ter a hombridade de falar: poxa, eu tive essa estrutura, eu tive esse apoiamento e agora eu acho que eu vou retribuir”, afirmou Ananias.

O episódio amplia o racha no campo da direita em Mato Grosso e coloca em lados opostos integrantes do PL que chegaram ao poder pela legenda e a direção estadual, que tenta manter o apoio à candidatura de Wellington Fagundes.

A troca dos comandos municipais de Rondonópolis e Várzea Grande e a possibilidade de abertura de processos contra outros filiados mostram que o conflito deixou de ser apenas uma divergência eleitoral e passou a provocar mudanças na estrutura interna do partido no Estado.

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