Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Redes de Renan Santos são derrubadas após decisão de Toffoli; candidato chama medida de “ilegal e persecutória”

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As contas do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) no Instagram e no YouTube foram retiradas do ar após a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a campanha digital da chapa. As plataformas cumpriram a determinação da Justiça Eleitoral entre a noite de segunda-feira (31) e a madrugada desta terça-feira (1º).

Antes de as contas serem derrubadas, Renan Santos publicou um vídeo nas redes sociais em que reagiu à decisão de Toffoli. O candidato afirmou que pretende recorrer ao TSE e classificou a medida como injusta, ilegal e persecutória.

“A gente vai ao TSE para tentar derrubar essa decisão absolutamente injusta. A decisão é ilegal, a decisão é persecutória”, afirmou Renan.

Horas depois, os perfis do candidato no Instagram e no YouTube deixaram de estar disponíveis no Brasil. Segundo a decisão, as plataformas deveriam interromper a propaganda eleitoral digital relacionada aos perfis que não haviam sido informados tempestivamente à Justiça Eleitoral.

A coordenadora da campanha, Amanda Vettorazzo, também se manifestou antes da derrubada das contas. Em pronunciamento divulgado no canal da Missão, ela afirmou que a campanha não poderia parar diante da decisão e convocou apoiadores para ampliar a divulgação do candidato por outras redes. Na ocasião, Vettorazzo afirmou que o TikTok de Renan já havia sido derrubado e que Instagram e YouTube também poderiam sair do ar.

Em outra publicação, Vettorazzo compartilhou uma imagem de Renan com a palavra “censurado”, em reação à decisão judicial.

Decisão de Toffoli

A decisão de Dias Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa do Missão em sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais que não tivessem sido informados dentro do prazo à Justiça Eleitoral. O ministro também suspendeu a participação de Renan em debates, entrevistas e sabatinas, além dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Segundo Toffoli, a campanha de Renan informou 16 perfis de redes sociais somente 12 dias depois de protocolar o pedido de registro da candidatura. O requerimento foi apresentado em 7 de agosto, enquanto a relação dos perfis foi enviada ao TSE em 19 de agosto. Um dos canais mencionados na decisão possui cerca de 2,4 milhões de seguidores.

Para o ministro, a comunicação tardia dos perfis não representou apenas uma falha formal. A avaliação é de que, enquanto não estavam oficialmente informadas à Justiça Eleitoral, as contas permaneciam sujeitas aos mecanismos de recomendação das plataformas, o que poderia proporcionar maior alcance ao conteúdo da campanha e comprometer a igualdade entre os candidatos.

A campanha de Renan contesta a interpretação. O candidato afirmou que o atraso ocorreu devido a um problema técnico no sistema da Justiça Eleitoral e negou ter obtido vantagem eleitoral com os perfis que não haviam sido informados inicialmente. A defesa anunciou que pretende recorrer da decisão.

Apesar das restrições impostas por Toffoli, a decisão não suspendeu a candidatura de Renan Santos à Presidência. O que foi determinado é a interrupção da propaganda digital nos canais alcançados pela medida, além das restrições à participação em debates e entrevistas e ao recebimento de recursos do fundo eleitoral.

Com a retirada das contas do Instagram e do YouTube, a decisão passou a atingir diretamente os principais canais digitais utilizados por Renan para comunicação com seus apoiadores e divulgação da campanha.

Veja vídeo:

 

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